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Crescimento depende da integração do Brasil às cadeias de IA, diz Galípolo

Brasil não está integrado às cadeias globais de valor da inteligência artificial; sem ganhos de produtividade, o crescimento não será sustentável

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galipolo, participa de uma entrevista coletiva na sede do Banco Central do Brasil em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2025. REUTERS/Adriano Machado
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  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que o Brasil ainda não está integrado às cadeias globais de valor da inteligência artificial.
  • Sem essa integração, não é possível transformar o atual ciclo de crescimento em sustentável, disse ele.
  • A inflação de serviços tem sido pressionada pela demanda, com forte influência da mão de obra, segundo o painel no Fórum Jurídico de Lisboa.
  • A saída é um crescimento mais sólido, com ganhos de produtividade por meio da integração a cadeias globais de valor; esse é o grande desafio.
  • O mercado projeta IPCA de 5,09% para 2026 e Selic de 13,25% ao fim do ano, com a Comissão de Política Monetária (Copom) marcando reunião para os dias 16 e 17 de junho.

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira que o país ainda não está integrado às cadeias globais de valor da inteligência artificial. Enquanto essa integração não ocorrer, ele entende que não será possível transformar o atual ciclo de crescimento em algo sustentável.

Durante um painel no Fórum Jurídico de Lisboa, Galípolo explicou que o modelo de expansão recente, baseado em renda elevada, crédito aquecido e consumo interno forte, tem funcionado, mas possui limites. Ele apontou que as pressões de demanda aparecem nos indicadores de inflação de serviços, setores com maior peso de mão de obra.

Para Galípolo, o desafio é estrutural: ligar o Brasil de forma mais eficiente às cadeias globais de valor para promover crescimento sustentável via ganhos de produtividade. O banco também destacou a chamada memória muscular dos mercados, associada a ciclos de aperto monetário, que pode distorcer leitura dos choques de oferta.

Com a proximidade da próxima reunião do Copom, marcada para 16 e 17 de junho, o mercado projeta o IPCA de 2026 em 5,09% e a inflação anual acima do teto da meta de 4,5%. A estimativa aponta ainda para a Selic em 13,25% ao fim do ano, segundo o Boletim Focus mais recente.

O Fórum Jurídico de Lisboa, onde ocorreu o pronunciamento, reúne autoridades, empresários e especialistas para debate sobre políticas macroeconômicas e ambiente de negócios no Brasil. Os comentários de Galípolo chegam em um momento de atenção dos investidores com a trajetória da política monetária.

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