- Em Muara Enggelam, vila isolada em East Kalimantan, a energia solar confiável chegou em 2015, impulsionando empreendedorismo feminino e estabilidade econômica.
- Asniah, mãe de três, passou a ter eletricidade 24 horas para ampliar o negócio doméstico de amplang (bolinho de peixe) e investir em loja digital.
- A infraestrutura solar é gerida pela cooperativa comunitária BUMDes, liderada por Jam’ah, setor que mostra liderança feminina na energia; mulheres representam menos de 5% dos gestores de energia na Indonésia.
- Ainda há desigualdade rural: estudo de 2026 aponta queda de 26,4% no número de vilarejos com uso de solar entre 2021 e 2024, devido a desafios como falta de técnicos, capacidade limitada e subsídios a fontes fósseis.
- Mesmo com 99% de eletrificação nacional, centenas de milhares de residências em ilhas remotas permanecem sem luz; Muara Enggelam chegou a 80 Kilowatt Peak com apoio comunitário e do governo.
Muara Enggelam, vila isolada sobre as águas de East Kalimantan, recebeu energia solar confiável em 2015, após allocation do Ministério de Energia da Indonésia. O objetivo foi substituir geradores a diesel caros e barulhentos que funcionavam apenas do pôr do sol à meia-noite. A iniciativa transformou a vida econômica da comunidade.
Para Asniah, mãe de três, a energia 24 horas permitiu ampliar um negócio doméstico. Ela passou a usar liquidificador elétrico para produzir amblang, bolinhos de peixe, antes inviáveis devido ao custo do diesel. Hoje, além da produção, ela administra uma lanchonete e uma loja digital, divulgando seus produtos pelas redes sociais.
A energia solar de Muara Enggelam é gerida pela empresa comunitária BUMDes, liderada por Jam’ah, mãe de uma criança. O caso é visto como exemplo raro de liderança feminina no setor, já que pesquisas da ONU apontam baixa participação de mulheres entre gestores de energia na Indonésia. Para Jam’ah, o uso de geradores era oneroso e limitava a criação de negócios.
No entanto, a electrificação rural no país ainda enfrenta barreiras. Um relatório conjunto de 2026 de Celios e Greenpeace indica que a transição energética em áreas rurais freou, com queda de 26,4% no número de vilas que utilizam pelo menos parte de energia solar doméstica entre 2021 e 2024. Falta de técnicos locais, capacidade instalada limitada e subsídios a combustíveis fósseis ajudam a explicar o atraso.
Apesar da eletrificação nacional alcançar cerca de 99%, centenas de milhares de domicílios em ilhas remotas continuam sem energia. Muara Enggelam conseguiu ampliar sua capacidade para 80 kilowatts pico com contribuições da comunidade e apoio governamental, mas muitas regiões rurais e do leste seguem longe de centros urbanos.
Desdobramentos e políticas públicas costumam mirar policing da demanda local e formação técnica, elementos ausentes em muitos distritos. O caso da vila mostra ganhos econômicos diretos com energia limpa, porém não resolve a desigualdade de acesso em todo o país. O tema permanece central para pesquisas e investimentos futuros.
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