- O governo confirmou dois leilões inéditos de armazenamento de energia por baterias, marcados para dezembro, com início de operação em agosto de 2028.
- Os certames devem contratar cerca de 2 gigawatts de capacidade, movimentando investimentos em torno de R$ 10 bilhões.
- O primeiro leilão exigirá conteúdo local, enquanto o segundo será aberto a participantes internacionais, sem requisito de nacionalização dos equipamentos.
- Os contratos terão duração de 15 anos e remuneração reajustada pela inflação.
- A iniciativa é vista como marco no setor elétrico brasileiro, visando aumentar a segurança do sistema, ampliar a diversificação da matriz energética e reduzir dependência de usinas termelétricas em picos de demanda.
O Ministério de Minas e Energia confirmou nesta quarta-feira (3) a realização de dois leilões inéditos para contratação de sistemas de armazenamento de energia por baterias. Os certames estão marcados para dezembro e visam ampliar a segurança do sistema elétrico com início de operação previsto para agosto de 2028.
Os dois leilões terão perfis distintos: o primeiro exigirá conteúdo local, enquanto o segundo aceitará participação sem requisitos de nacionalização dos equipamentos. Os contratos terão duração de 15 anos, com remuneração reajustada pela inflação.
Estimativas indicam que os leilões podem contratar cerca de 2 gigawatts de capacidade, com investimentos na ordem de R$ 10 bilhões. A medida encerra meses de debate sobre indústria nacional e concorrência no setor.
Participação e impactos
Espera-se que fabricantes brasileiros como WEG e Grupo Moura sejam beneficiados, ao lado de fornecedores internacionais de tecnologia para armazenamento de energia. Analistas veem a iniciativa como estímulo a novas fábricas e projetos de infraestrutura energética no país.
O armazenamento por baterias é visto como estratégico para complementar fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, e reduzir a dependência de usinas termelétricas em picos de demanda. O modelo com conteúdo local aumenta a previsibilidade de desenvolvimento industrial.
Panorama do setor
O Governo busca ampliar a capacidade de armazenamento para garantir maior estabilidade no fornecimento de energia. Ao permitir participação internacional no segundo leilão, o processo amplia a concorrência e pode contribuir para redução de custos do sistema elétrico.
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