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Hedge de investidores estrangeiros pode explicar força do real, diz Galípolo

Presidente do BC aponta hedge contra o dólar por investidores estrangeiros em IA como explicação para a força do real, apesar da saída de capitais

Atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de entrevista coletiva à imprensa, ainda na condição de diretor de Política Monetária
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apresentou a hipótese de que o real se valoriza mesmo com aversão a risco global e saída de capital estrangeiro, citando o comportamento de investidores em IA.
  • Em maio, o saldo líquido dos estrangeiros na B3 foi negativo em R$ 13,28 bilhões, a maior retirada em mais de cinco anos, enquanto o dólar ficou próximo de R$ 5.
  • Segundo Galípolo, os investidores estrangeiros podem fazer hedge contra o dólar, protegendo a rentabilidade de aplicações em IA diante da possível desvalorização cambial.
  • O hedge é visto como equivalente a estar vendido em dólar, o que ajudaria o real diante da desvalorização do dólar na conversão para o mercado doméstico.
  • O presidente destacou que, no médio prazo, o Brasil ainda não está conectado plenamente à cadeia de valor global de IA, o que limitaria os ganhos de longo prazo do país.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, apresentou nesta quarta-feira uma hipótese para explicar a valorização do real em um cenário de aversão a risco global. Segundo ele, esse movimento ocorre mesmo com saídas de capital estrangeiro na B3 em direção a ativos ligados a inteligência artificial.

Em maio, o saldo líquido de investidores estrangeiros na bolsa foi negativo em 13,28 bilhões de reais, o maior desde 2019. Mesmo assim, o dólar permaneceu em torno de 5 reais, nível mais baixo desde março de 2024.

A hipótese envolve o hedge contra a desvalorização do dólar, prática que, segundo Galípolo, faz sentido para investidores dos EUA que aplicam em IA. Dessa forma, parte da rentabilidade pode ficar protegida mesmo diante de variações cambiais.

Ele explicou que a curva de juros americana segue estável, respaldada pela expectativa de ganho de produtividade com IA. O efeito, na visão dele, é mais fácil de ocorrer no câmbio do que no mercado de títulos.

Questionado sobre impactos no Brasil, o presidente do BC afirmou que o país ainda precisa se conectar às cadeias globais de IA para colher efeitos de longo prazo. O benefício considerado é de médio a longo prazo.

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