Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Indústria brasileira enfrenta desafios para voltar ao auge, com números positivos

Indústria brasileira cresce 1,7% em 2026, avança 0,7% de março a abril, mas fica 12,9% abaixo do pico de 2011, com produtividade fraca e custos elevados.

Em uma fábrica automotiva, três trabalhadores cumprem suas devidas funções e adicionam peças à carcaça de um carro.
0:00
Carregando...
0:00
  • A pesquisa Industrial Mensal do IBGE indica que a produção industrial do Brasil cresceu pelo quarto mês consecutivo, com acumulado de 1,7% em 2026 até abril.
  • De março para abril, houve alta de 0,7%.
  • O nível está 4,7% acima do registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda 12,9% abaixo do recorde de maio de 2011.
  • O economista Marcelo Azevedo aponta que a indústria enfrenta diversos entraves, como queda de produtividade, juros elevados e custos crescentes que limitam a competitividade.
  • A avaliação difere entre os setores: a indústria extrativa tem ganho com preços do petróleo em meio a conflitos, enquanto a indústria de transformação enfrenta maiores custos, inclusive de frete, pressionando a recuperação.

A indústria brasileira registra avanço pelo quarto mês consecutivo, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. O acúmulo de crescimento no ano chega a 1,7%, com avanço de 0,7% entre março e abril.

O desempenho está 4,7% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda fica 12,9% abaixo do recorde de maio de 2011. A leitura é acompanhada pela Confederação Nacional da Indústria, que aponta uma recuperação gradual, porém cheia de desafios.

Cenário atual da indústria

Entre os principais estímulos, a indústria extrativa tem se beneficiado pela alta de preços de petróleo, favorecendo as exportações e a receita. Já a indústria de transformação enfrenta pressão oposta, com custos elevados e demanda afetada pela inflação e pela taxa de juros elevada.

Para Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, a soma de fatores explica a distância do nível atual ao pico histórico. Azevedo ressalta que a recuperação difere entre os setores, com impacto significativo da guerra no Oriente Médio sobre a cadeia de suprimentos.

Desafios que impedem o retorno ao auge

A alta de custos, a queda de produtividade e o encarecimento do crédito pesam sobre o investimento. Segundo especialistas, a demanda interna permanece mais fraca, o que dificulta o aproveitamento de cenários favoráveis para a indústria de transformação.

O efeito acumulado dificulta a retomada plena da capacidade produtiva. Azevedo aponta ainda a necessidade de políticas que equilibrem custos, juros e competitividade, para reduzir a distância do patamar registrado em 2011.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais