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ONU Global Compact chega a 389 empresas no Brasil e amplia agenda para biomas

Pacto Global da ONU chega a 389 empresas no Brasil, com avanços em clima, diversidade e governança, mas cadeia de fornecedores permanece o principal desafio

Empresas foram reconhecidas pela sua agenda de sustentabilidade durante Fórum Ambição 2030 (Cabron Studios / Divulgação )
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  • O Pacto Global da ONU chegou a 389 empresas no Brasil, alta de 11% em relação a 2024, com mais de 2 mil metas públicas.
  • As iniciativas atingem mais de 2 milhões de trabalhadores, com avanços em clima, diversidade e governança, mas a cadeia de fornecedores continua como principal entrave.
  • O Movimento Impacto Amazônia passa a Impacto Biomas, expandindo o foco para todos os ecossistemas críticos do país.
  • No social, o Movimento Elas Lideram 2030 reúne 145 signatárias e superou a média de 42% de mulheres em cargos de alta liderança (meta de 50% até 2030 com perspectiva interseccional).
  • Entre os desafios, o engajamento da cadeia de valor é citado por 26% das organizações; apenas 3% treinam fornecedores em integridade e anticorrupção; custos orçamentários aparecem como obstáculo para 23% das empresas.

O Pacto Global da ONU no Brasil registrou avanços expressivos em 2025, com foco em clima, diversidade e governança. A rede atingiu 389 empresas, um aumento de 11% em relação a 2024, e soma mais de 2 mil metas públicas. O alcance envolve mais de 2 milhões de trabalhadores no país.

Durante o 4º Fórum Ambição 2030, em São Paulo, executivos debateram a implementação da agenda ESG. O evento reuniu 450 leaders para fortalecer a atuação privada na década decisiva da agenda. Também foi apresentado o novo conselho, com liderança feminina de Aegea e Itaú.

A iniciativa aponta como principal desafio a cadeia de fornecedores. Mesmo com avanços internos, 26% das organizações destacam o engajamento da cadeia como gargalo relevante. A maturidade técnica avança com 82% das empresas fechando inventários de emissões nos cenários 1, 2 e 3.

Movimentos sociais e biomas

O Movimento Transparência 100% mostra progresso tímido, com apenas 3% das empresas treinando integralmente seus fornecedores em integridade e anticorrupção. O Movimento Salário Digno indica que 23% asseguram remuneração adequada aos funcionários próprios, mas não há dados sobre terceirizados.

O Movimento Elas Lideram 2030 consolidou-se como o maior da rede, com 145 signatárias, superando a meta de 30% de mulheres em cargos de alta liderança, que chegou a 42%. A meta foi ampliada para 50% até 2030, com foco interseccional envolvendo raça, deficiência e orientação sexual.

O Movimento Raça é Prioridade encerrou a primeira fase com 23,6% de pessoas negras e indígenas na alta gestão. O relatório também registra a expansão do Movimento Impacto Amazônia para o Movimento Impacto Biomas, ampliando o foco para todos os ecossistemas críticos do país.

Contexto regulatório e impactos

O setor público registra movimento contrário ao ritmo do setor privado. Em 29 de maio, a CVM publicou a Resolution 244, tornando voluntária a apresentação de relatórios de sustentabilidade para companhias abertas. A mudança contrasta com a adoção de padrões IFRS S1 e S2 em diversos países nos últimos dois anos.

A Ambição 2030 aponta que o aumento de metas públicas e a consolidação de dados devem acelerar a transformação nas cadeias de valor. O relatório indica limitações orçamentárias citadas por 23% das organizações como obstáculo à implementação prática.

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