- Penalty vai retomar operações na Argentina em 2027, mirando que o mercado local passe a representar entre 10% e 12% da receita total.
- O principal motivador é a reforma trabalhista de Javier Milei, que amplia a jornada de trabalho para até 48 horas semanais, reduzindo custos de produção.
- O retorno inicial ocorrerá por meio da importação de itens já produzidos nas três fábricas brasileiras (duas na Bahia e uma na Paraíba), com a implantação de uma fábrica própria na Argentina prevista para 2028.
- Em seu auge, a Argentina representou 10% da receita da Penalty; hoje há apenas um distribuidor local, e a empresa objetiva ampliar o volume com a retomada.
- A companhia planeja investir cerca de R$ 30 milhões em tecnologia e maquinário; avaliar Paraguai como próxima etapa de expansão no futuro.
A Penalty pretende retomar operações na Argentina a partir de 2027, após deixar o mercado em 2024 devido a incertezas econômicas. A mudança faz parte de um plano da Cambuci, controladora da Penalty, para reativar atividades no país onde chegou a representar cerca de 10% da receita.
A decisão é sustentada pela reforma trabalhista aprovada pelo governo de Javier Milei, que facilita contratos e amplia o período de trabalho. Segundo Roberto Estefano, presidente do conselho da Cambuci e fundador da Penalty, a produção local deverá ficar mais competitiva.
Plano de retomada e formatos de entrada
Inicialmente, a retomada ocorrerá pela importação de produtos a partir das três fábricas brasileiras da Penalty, duas na Bahia e uma na Paraíba. A meta é, em breve, ter uma fábrica própria na Argentina, possivelmente em 2028, para ampliar a oferta de bolas, calçados e itens têxteis.
Venda e participação no faturamento
A Penalty busca que o mercado argentino represente entre 10% e 12% do faturamento total da Cambuci, com distribuição atual baseada em um único distribuidor local. O país, com cerca de 46 milhões de habitantes, é visto como potencial consumidor para esportes como futebol, tênis e rugby.
Contexto regional e impactos no Brasil
No Brasil, cresce o alerta sobre custos com a nova jornada de trabalho. Estefano aponta que, com a mudança, o custo da mão de obra pode subir cerca de 10%, impactando decisões de produção no Brasil em relação a itens importados. Hoje, a Penalty opera com 2,5 mil funcionários em regime 5×2, ajustando-se ao cenário.
Estrutura de produção e metas financeiras
Das linhas da Penalty, bolas de futebol respondem por 40% do volume, calçados 30% e a confecção 30%. A produção anual chega a 3 milhões de bolas, geradas em unidades na Bahia. A empresa projeta capex de 30 milhões de reais para tecnologias, maquinários e novos produtos, mesmo com juros altos.
Resultados recentes e projeções
A Penalty manteve receita de 99,2 milhões de reais no 1º trimestre de 2026, com lucro líquido de 19,7 milhões e EBITDA de 20,5 milhões, ante recuo no EBITDA de 12,4%. Em 2025, a empresa fechou o ano com receita de 383,1 milhões de reais. A visão é de crescimento de cerca de 10% em 2026.
Hamam de atuação e horizontes
Além da Argentina, Estefano indica potencial interesse no Paraguai, alinhado a movimentos de outras empresas brasileiras que expandem a atuação regional. A ideia é explorar futuros caminhos de produção e distribuição, conforme o ambiente econômico e regulatório permitir.
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