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Presidente da Febraban aponta mal-entendido em questionamento ao Pix

Presidente da Febraban diz que Pix não é anticompetitivo; EUA estudam tarifa de 25% e Brasil tem até 15 de julho para respostas

“Não há qualquer diferencial que possa fazer com que haja restrições”, diz Isaac Sidney sobre o Pix
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  • O presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou que o Pix não cria vantagem competitiva nem favorece ilícitos, e que há um possível mal-entendido por parte de norte-americanos.
  • Sidney disse que o Pix é infraestrutura importante para a economia e consumo, sem diferenciação que gere restrições.
  • Os EUA propuseram uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação que apontou práticas comerciais não razoáveis no Brasil.
  • O Brasil tem até 15 de julho para apresentar respostas às reclamações dos EUA; Sidney diz esperar esclarecimentos que não afetem o Pix.
  • Há preocupação com a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, mas a embaixada dos EUA indicou que o Pix não deve sofrer sanções; o setor mantém tranquilidade quanto a impactos.

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, que o Pix não tem caráter anticompetitivo nem favorece ilícitos. A declaração foi feita durante o 14º Fórum de Lisboa, ao comentar críticas de norte-americanos ao sistema de pagamentos brasileiro. Segundo Sidney, pode haver um mal-entendido sobre o tema.

Ele ressaltou que o Pix é uma infraestrutura essencial para a economia e para o consumo, sem diferenciação que gere restrições ao mercado. O presidente da Febraban ressaltou ainda que não há indicação de que o sistema possa ser utilizado para atividades ilícitas ou que crie vantagens injustas.

Contexto da investigação e possíveis impactos

Os Estados Unidos apresentaram uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação conduzida pelo USTR. O objetivo é apresentar respostas oficiais até 15 de julho, com foco em temas como comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao mercado. O documento aponta o Pix entre os alvos da apuração, ao lado de outras áreas.

A expectativa é que autoridades brasileiras, o Banco Central e o setor financeiro forneçam informações para esclarecer o tema. Não há confirmação de sanções contra o Pix, mas cresce a necessidade de transparência para evitar impactos operacionais. A decisão norte-americana também envolve classificação de organizações terroristas de forma separada, o que não é apontado como ligação direta ao Pix pela porta-voz do Departamento de Estado, segundo fontes.

Perspectiva do setor e próximos passos

Sidney afirmou estar convencido de que não haverá impactos relevantes para o sistema de pagamentos brasileiro. O executivo afirmou que o cenário permanece sob controle e que informações serão prestadas conforme necessário. O Brasil tem até 15 de julho para apresentar respostas formais às reclamações dos EUA.

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