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Raízen apresenta plano de recuperação extrajudicial; assembleias nesta quarta

Raízen apresenta versão do plano de recuperação extrajudicial com aporte de 3,5 bilhões pela Shell e possível aporte adicional de 500 milhões pela Aguassanta; assembleias nesta quarta

Plano da Raízen também descreve pontos de governança durante e após a transação
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  • Raízen apresentou uma versão do Plano de Recuperação Extrajudicial para votação por debentures, Raízen Energia e CRA lastreados em direitos da Raízen Energia.
  • A proposta prevê aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell a R$ 0,25 por ação no closing e um aporte adicional de até R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos.
  • Na opção A, 45% da dívida reestruturada vira ações a R$ 0,25 por ação com entrega de units; 55% é convertido em nova dívida, alocada em 37,4% para Raízen Combustíveis e 17,6% para Raízen Energia.
  • Credores poderão receber a dívida reestruturada na mesma moeda de seus créditos: reais, dólares e, potencialmente, euros; existem as opções de pagamento B (deságio de 80%, parcela única, até 31 de março de 2047) e C (pagamento em caixa até o menor valor entre 75% dos créditos ou R$ 9.750,00, com limite agregado de R$ 150 milhões).
  • Governança prevê atual gestão com supervisão de credores entre assinatura e fechamento, CRO indicado pelo atual CFO Lorival Luz, comitê de credores de cinco membros; após o fechamento, conselho com sete membros e regras sobre a presença da Shell, além de objetivos de segregação de negócios e desinvestimentos.

A Raízen apresentou nesta quarta-feira uma versão do Plano de Recuperação Extrajudicial para votação entre titulares de debêntures, certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) e incluir direitos creditórios da Raízen Energia. O plano será considerado pela assembleia que reúne credores da companhia e da Raízen Energia.

A proposta prevê aporte de 3,5 bilhões de reais pela Shell, com valor de 0,25 real por ação no fechamento, após o cumprimento de condições precedentes. Há também um aporte adicional potencial de 500 milhões de reais por meio de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos.

Entre os textos, está a opção de pagamento A, que prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações a 0,25 real por ação, com entrega de units aos credores. Outros 55% da dívida reestruturada seriam convertidos em novos instrumentos de dívida.

A conversão de 55% seria alocada entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia em 37,4% e 17,6%, respectivamente, conforme a estrutura apresentada no plano. Credores poderiam optar por receber na moeda de seus créditos, como reais, dólares e, possivelmente, euros.

Governança

O documento descreve a governança durante e após a transação. A gestão atual manteria o comando com supervisão dos credores entre assinatura e fechamento, incluindo um Chief Restructuring Officer na prática o CFO Lorival Luz, e um comitê de credores com cinco membros.

Após o fechamento, o conselho passaria a ter sete membros, sendo quatro indicados pelos credores apoiadores e três pelo acionista contribuinte. Há regras sobre a presença da Shell enquanto vigorar o contrato de licença de marca.

Outros termos

Outra parte trata de uma possível transação tributária para passivos federais, com viabilidade de estender a receita para estaduais e municipais. Existem condições precedentes sobre reembolso de acionistas, planos de desinvestimento e segregação dos negócios.

O plano prevê também marcos, como fechamento até 31 de março de 2027 e segregação dos negócios até 31 de dezembro de 2027, mantendo o foco em regularização financeira e reorganização societária.

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  • Raízen apresentou a versão do Plano de Recuperação Extrajudicial para votação pelos titulares de debêntures, Raízen Energia e CRA lastreados; assembleias ocorrem nesta quarta.
  • A proposta prevê aporte de 3,5 bilhões de reais pela Shell a 0,25 real por ação e um aporte adicional de até 500 milhões de reais por veículo controlado pela Aguassanta Investimentos.
  • Na opção de pagamento A, 45% da dívida reestruturada é convertido em ações (units entregues) a 0,25 por ação; 55% fica em nova dívida, distribuída entre Raízen Combustíveis (37,4%) e Raízen Energia (17,6%).
  • Credores poderão receber na moeda original dos créditos (reais, dólares e, possivelmente, euros); há opções de pagamento B e C com diferentes condições de deságio e prazos.
  • Governança prevê manutenção da gestão atual com supervisão de credores, CRO e comitê de credores; após o fechamento, conselho com sete membros (quatro indicados pelos credores, três pelo acionista) e regras sobre a presença da Shell; marcos incluem fechamento até 31 de março de 2027 e segregação dos negócios até 31 de dezembro de 2027.

A Raízen apresentou nesta quarta-feira uma versão do Plano de Recuperação Extrajudicial a ser votada pelos titulares de debêntures emitidas pela empresa e pela Raízen Energia, além de certificados de recebíveis do agronegócio lastreados em direitos creditórios da Raízen Energia. O documento também envolve a recuperação extrajudicial.

A proposta prevê aporte de 3,5 bilhões de reais pela Shell, a 0,25 real por ação no closing, após o cumprimento de condições precedentes. Há ainda um potencial aporte adicional de 500 milhões de reais por veículo controlado pela Aguassanta Investimentos.

Entre as opções de pagamento, a opção A prevê conversão de 45% da dívida reestruturada em ações, com entrega de units aos credores, a 0,25 real por ação. Outros 55% da dívida seriam reestruturados em nova dívida, alocada entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia em 37,4% e 17,6%, respectivamente.

Governança e formatos de pagamento

O plano descreve ainda que credores poderão escolher receber a dívida na mesma moeda dos créditos: reais, dólares e, potencialmente, euros. Também são apresentadas as opções B e C: B, com deságio de 80% para Raízen Energia e pagamento em parcela única até 31 de março de 2047; C, com pagamento em caixa entre 75% dos créditos ou 9.750 reais, limitado a 150 milhões no agregado.

O texto detalha a governança durante a transação. A gestão atual permaneceria, com supervisão de credores entre assinatura e fechamento, incluindo um Chief Restructuring Officer — indicado como o CFO Lorival Luz — e um comitê de credores com cinco membros.

Governança após o fechamento

Após o fechamento, o conselho teria sete membros: quatro indicados pelos credores apoiadores e três pelo acionista contribuinte. Haveria ainda regras sobre a presença da Shell enquanto durar a licença de marca. O material também cita obrigações de reembolso aos acionistas e planos de desinvestimento e segregação de negócios.

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