- Grupo Berlanda, de Curitibanos (Santa Catarina), completa 35 anos com meta de faturar R$ 1 bilhão até 2026.
- A empresa investe cerca de R$ 100 milhões na abertura, ampliação e modernização de lojas, com 15 inaugurações previstas até o fim do ano.
- Hoje são mais de 200 lojas em mais de 150 municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
- A rede se consolidou como a maior do estado em móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, aumentando o faturamento em setes anos.
- A estratégia envolve presença regional, foco em cidades médias e pequenas e verticalização com fábricas próprias, posto de combustível, choperia e laboratório de tecnologia.
O Grupo Berlanda, varejista catarinense de Curitibanos, completou 35 anos com planos de chegar a um faturamento anual de 1 bilhão de reais até 2026. A companhia investirá cerca de 100 milhões de reais na abertura, ampliação e modernização de lojas, com 15 inaugurações previstas até o fim do ano. A meta é ampliar presença em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Fundada em 1991 por Nilso Berlanda, a empresa construiu sua história longe dos grandes centros. A primeira loja, de 80 m², deu origem a uma rede que atua em cidades médias e pequenas, onde a proximidade com o consumidor é diferencial.
A origem humilde explica a cultura de controle e austeridade que marcou a expansão. Antes de entrar no varejo, Nilso Berlanda trabalhou no Banco do Estado de Santa Catarina. Para abrir a primeira loja, vendeu um Chevette, uma linha telefônica e um terreno para levantar o capital inicial.
Estratégia de interior
A aposta no interior transformou-se em estratégia de crescimento. Enquanto redes maiores concentram atuação nas capitais, a Berlanda avançou em mercados onde o varejo de grande porte tem menor presença, buscando confiança local e variedade de produtos.
Hoje o grupo soma mais de 200 lojas em mais de 150 cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, tornando-se a maior rede catarinense de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Nos últimos dez anos, o faturamento da empresa cresceu cerca de 67%.
A expansão visa alcançar os 295 municípios de Santa Catarina, fortalecendo o modelo de lojas próximas ao consumidor. Em 2024, aproximadamente 70% das lojas estavam em cidades de porte médio ou pequeno, conforme a empresa.
Além do varejo, o Berlanda desenvolveu um ecossistema com fábricas próprias, posto de combustível, choperia e laboratório de tecnologia. A verticalização busca maior controle de produtos, redução de dependência de fornecedores e preservação de margens.
Na indústria, a Móveis Curitibanos produz móveis, estofados, colchões e espumas, enquanto a Berflex foca em colchões e estofados para abastecer a rede. Essa integração fortalece a política de preço, logística e abastecimento.
A operação digital vem ganhando espaço. Em maio, o grupo registrou a maior venda já realizada no e-commerce, sinalizando avanço além das lojas físicas. O desafio atual é unir força de loja de rua com canais digitais para ampliar alcance.
A comemoração dos 35 anos ocorreu na noite de 1º de junho, com parceiros e fornecedores. A cerimônia também homenageou Wanderlei Berlanda, irmão do fundador, considerado incentivador do negócio, falecido em abril.
Nilso Berlanda afirmou que o crescimento está ligado à relação construída com consumidores, colaboradores e parceiros ao longo da trajetória. A empresa emprega cerca de 1.700 pessoas e mira escala bilionária sem perder a proximidade com o interior.
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