- Em junho, FIIs enfrentam juros altos e maior volatilidade, com foco em renda previsível e preservação de capital.
- XP, BTG Pactual, Santander, Terra Investimentos e Andbank convergem para maior exposição a fundos de recebíveis, reforço em logística e ativos negociados com desconto, incluindo fundos multiestratégia.
- Entre os nomes mais citados estão MCCI11, RBRR11, KNCR11, XPCI11, PCIP11, CPTS11, VILG11, XPLG11, XPML11, HSML11 e TRXF11.
- Andbank não alterou a carteira em junho, mantendo alocação defensiva com cerca de quarenta e cinco por cento em crédito imobiliário.
- Terra prioriza geração de renda e desconto patrimonial; Santander busca equilíbrio entre renda e ganho de capital, com foco em recebíveis e ativos descontados.
A conjuntura de juros elevados e maior volatilidade global manteve os FIIs sob maior cautela em junho. Gestores têm priorizado renda previsível e menor risco, ampliando a exposição a fundos de recebíveis e reforçando posições em logística. A estratégia comum é buscar ativos com distribuição estável de rendimentos e liquidez, reduzindo ativos mais sensíveis ao crescimento econômico.
Entre as casas de análise, XP, BTG Pactual, Santander, Terra Investimentos e Andbank convergem nessa visão de longo prazo. O foco recai sobre fundos de recebíveis, logística e ativos com desconto, mantendo multiestratégia como complemento pela flexibilidade. Nomes como MCCI11, RBRR11, KNCR11 e CPTS11 aparecem com frequência nas carteiras.
A mudança de cenário, após oito meses de valorização do IFIX, exige cautela adicional. Juros altos, tensões geopolíticas e reprecificação global reduziram o apetite por estratégias de maior exposição ao crescimento, reforçando a prioridade para renda estável e preservação de capital.
XP: foco em crédito segue dominante
A XP não alterou a Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários, com 16 ativos e direção estável. A maior parcela é dedicada a fundos de recebíveis, superior a 35% do portfólio. Entre os destaques estão MCCI11, KNCR11, RBRR11, XPCI11 e PCIP11.
No segmento de tijolo, a XP mantém aposta em logística com BTLG11, BRCO11, LVBI11 e XPLG11, além de posições em shoppings como XPML11, HSML11 e HGBS11. A carteira inclui ainda fundos multiestratégia, como CPTS11 e RBRX11, além do híbrido KNRI11.
Andbank: preservação de ganhos e menor volatilidade
O Andbank não realizou alterações em junho, afirmando ter capturado boa parte das oportunidades nos meses anteriores. A estratégia permanece defensiva, com cerca de 45% da exposição em crédito imobiliário, acima da média do IFIX.
O portfólio combina fundos de recebíveis, multiestratégia, logística, renda urbana e shoppings. Entre os ativos aparecem MCCI11, BTCI11, RBRR11, CPTS11 e XPLG11, além de investimentos em VILG11, TRXF11 e RBVA11.
Terra: foco em renda e desconto patrimonial
A Terra Investimentos manteve carteira de dez fundos, priorizando geração de renda e valorização potencial. A seleção privilegia ativos negociados abaixo do valor patrimonial, com histórico de distribuição de rendimentos estável.
Recebíveis e multiestratégia aparecem com peso relevante, sem deixar de lado escritórios, logística, shoppings e ativos multicategoria. Entre os fundos estão JSRE11, VILG11, CPTS11, RBRX11, KCRE11, VCJR11, VGIP11, HSML11, HSLG11 e TRXF11.
Santander: equilíbrio entre renda e ganho de capital
A carteira do Santander combina fundos de renda com ativos descontados para capturar valorização no médio prazo. Recebíveis seguem como principal exposição, acompanhados por fundos de hedge imobiliário, além de logística, shoppings, escritórios e híbridos.
Entre os fundos aparecem MCCI11, KNCR11, PCIP11, HGCR11, BTHF11, KNHF11, XPML11, BRCO11, VILG11, GARE11, TRXF11 e TEPP11. A diversidade busca equilíbrio entre fluxo de caixa e oportunidades de ganho de capital.
Renda previsível como eixo central
Mais do que ganhos rápidos, as recomendações de junho para FIIs apontam para um mercado mais cauteloso, com foco na preservação de renda. Em um cenário de juros incertos e volatilidade global, a previsibilidade do fluxo de rendimentos continua a ser o diferencial da classe.
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