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Funcionária mais antiga de Zuckerberg em IA comenta sobre empregos e seu chefe

Naomi Gleit, a mais antiga funcionária da Meta, diz que IA transforma negócios e pode criar novas oportunidades, mesmo com demissões e escrutínio

Gleit wears a sleeveless black blazer, and is sitting on a chair in front of a large glossy wood panelled room. A large vase of colourful flowers is also blurred in the background behind her.
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  • Naomi Gleit, aproximadamente há quinze a vinte anos na empresa, é a funcionária com maior tempo de casa na Meta, exceto o fundador Mark Zuckerberg.
  • Ela chegou aos vinte e um anos e acompanhou a transformação do Facebook em Meta, vivenciando controvérsias e mudanças ao longo do caminho.
  • Gleit, atualmente chefe de produto, afirma que trabalhar na Meta é seu “emprego dos sonhos”, mesmo com resistência inicial da família.
  • A Meta está investindo em IA com agentes de IA para o WhatsApp, cobrando empresas pelo uso e oferecendo insights de negócios.
  • A companhia demitiu cerca de 10% dos funcionários recentemente, mantém foco em IA e reforça prioridades de segurança diante de incidentes anteriores.

Naomi Gleit está há quase 20 anos na Meta, empresa que começou como Facebook. Ela foi a 29ª funcionária e hoje é a líder de produto, a mais antiga entre os colaboradores que não são o fundador Mark Zuckerberg.

Desde que entrou na empresa aos 21 anos, Gleit acompanhou a evolução de uma startup para uma gigante de tecnologia. Ao BBC, ela diz que trabalhar na Meta é seu “emprego dos sonhos”, mesmo com a pressão de mudanças e controvérsias ao longo do tempo.

Ela relembra que, há duas décadas, a família torcia para que ela aceitasse uma carreira em Lehman Brothers, que enfrentou falência em 2008. Enquanto isso, a Meta enfrentou temas como privacidade, eleições, saúde mental de jovens e danos online.

A reputação de Zuckerberg

Gleit admite que houve momentos em que a empresa “não atendeu aos nossos padrões”, mas sustenta haver muito orgulho: o lema de “move fast and break things” foi, segundo ela, um valor mal compreendido em contexto isolado.

Ela também considera injusta a imagem de Zuckerberg como um “bad guy” do Vale do Silício. Para a executiva, o fundador é visto de formas diferentes de acordo com quem observa.

Ao falar sobre o chefe, Gleit o descreve como líder que aprendeu com a trajetória da empresa, além de ser pai de três filhos e marido dedicado. Em tom aberto, ela o reconhece como inspirador.

Transformação pela IA

Nesta semana, Gleit veio a Londres a partir da sede nos EUA para apresentar a mais recente aposta da empresa: agentes de IA. Semelhantes a chatbots avançados, esses agentes podem realizar tarefas completas além de responder perguntas.

Ela afirma que esses agentes podem ser uma “superpotência” para pequenas empresas, com integração ao WhatsApp, que já atende centenas de milhões de usuários de negócios. A Meta planeja cobrar das empresas para manter os agentes trabalhando 24 horas.

Segundo a executiva, o foco é entender as necessidades das empresas, que recebem grande volume de mensagens de clientes. Os agentes de IA devem oferecer suporte e insights de negócios de forma mais eficiente que as ferramentas atuais.

Ainda, surgem dúvidas sobre a confiabilidade dessas soluções e o risco de ações autônomas. Nesta semana, a Meta corrigiu uma falha que permitiu que hackers contornassem um recurso de suporte do Instagram para acessar contas de usuários.

Gleit ressalta que o problema não era do agente de IA em si, e afirma que a segurança continua como prioridade. A empresa destaca que os benefícios são especialmente relevantes para pequenas empresas que não possuem grandes equipes.

Sobre o mercado de trabalho, a executiva afirma que a IA vai transformar a força de trabalho, mas mantém visão otimista: surgirão novas vagas ainda não imaginadas. Ela relembra que, quando era criança, não havia cargos como o de gerente de produto na internet.

A Meta também tem reduzido quadro de funcionários em parte do esforço para investir mais em IA. Recentes cortes envolveram cerca de 10% da equipe, ao mesmo tempo em que a empresa planeja ampliar investimentos em tecnologia.

Sobre a relação entre humanos e máquinas, Gleit diz que a colaboração é essencial para o futuro. Ela afirma que alunos e profissionais devem manter curiosidade e acompanhar as mudanças para se manterem relevantes.

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