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Raízen inicia desinvestimentos e vende operação na Argentina por US$ 1,42 bi

Raízen vende operações na Argentina por US$ 1,42 bilhão para reduzir alavancagem e financiar o plano de recuperação extrajudicial anunciando mudanças na governança

Ações da Raízen recuam 51,2% no ano, levando o valor de mercado a R$ 527,8 milhões.
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  • Raízen vendeu suas operações downstream na Argentina para Latam Downstream Holdings e Silver Projects I, controladas pela Mercuria, por US$ 1,42 bilhão.
  • O pagamento será em dinheiro na data de fechamento, com o comprador assumindo o endividamento das operações argentinas; recursos seguem para gestão de capital.
  • A operação integra a estratégia de reduzir alavancagem e simplificar o portfólio, em meio a uma situação financeira desafiadora e uma alavancagem de 5,3 vezes no terceiro trimestre.
  • Paralelamente, a empresa apresentou plano de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, com aporte da Shell de R$ 3,5 bilhões e de Aguassanta Investimentos, R$ 500 milhões; envolve conversão de 45% da dívida em ações a R$ 0,25 e restante em novos instrumentos de dívida, além de mudanças na governança.
  • As ações fecharam em alta de 2,63%, a R$ 0,39, e o valor de mercado da Raízen ficou em R$ 527,8 milhões.

A Raízen informou a venda das operações de downstream na Argentina por US$ 1,42 bilhão a Latam Downstream Holdings e Silver Projects I, controladas pela Mercuria. A operação, anunciada em 4 de junho, busca reduzir a alavancagem e reorganizar o portfólio.

O comprador assume o endividamento das atividades argentinas, e o pagamento será feito em dinheiro na conclusão. Os recursos deverão fortalecer a gestão de capital da empresa, segundo a própria Raízen.

A venda ocorre em meio a um esforço maior de desinvestimentos desde o IPO de 2021, quando a companhia investiu pesado em novas usinas de etanol de segunda geração. O objetivo é melhorar o portfólio e reduzir dívida.

Plano de recuperação e governança

Na véspera da venda, a Raízen apresentou um plano de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. A proposta inclui aporte da Shell e de outro investidor, além de mudanças na governança.

O plano prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações a R$ 0,25 por papel e 55% em novos instrumentos de dívida, distribuídos entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia. Também há opções de pagamento com deságio ou caixa.

Além disso, a governança será remodelada: o conselho terá sete membros, com quatro indicados pelos credores e três pela Shell, excluindo a Cosan da participação no topo da gestão.

As ações da Raízen fecharam em alta de 2,63%, a R$ 0,39, após as notícias. No acumulado do ano, as ações caíram 51,2%, com valor de mercado de aproximadamente R$ 528 milhões.

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