- Uma década após o Brexit, a City of London continua estável como centro financeiro global.
- Não houve fuga maciça de traders para Frankfurt, Milão ou Paris.
- Os maiores bancos dos Estados Unidos passaram a dominar ainda mais as finanças globais, mas isso não ocorre apenas por causa do Brexit.
- Nova York não emergiu como vencedora clara em detrimento de Londres.
- Para o Reino Unido e para a Europa, o afastamento político é apenas um dos obstáculos que impedem bancos locais e mercados de capitais de ganhar escala global.
A uma década do voto pela saída do Reino Unido da União Europeia, a City de Londres permanece estável no centro das finanças globais. O setor financeiro britânico não sofreu a debandada prevista e continua a atuar com relevância internacional, conforme análises do período.
Ao contrário do temor de que a cidade perderia espaço para centros como Frankfurt, Milão ou Paris, não houve uma migração em massa de traders e dealmakers. O que se viu foram mudanças graduais na dinâmica global, com grandes bancos dos EUA ganhando peso no cenário mundial por razões que vão além do Brexit.
A percepção dominante entre especialistas é de que o divórcio político entre Reino Unido e UE é apenas uma das várias barreiras que impedem bancos locais e mercados de capitais de escalar para relevância global. Outros fatores também ajudam a moldar o equilíbrio regional.
Entre as consequências, a competição com Nova York permanece acirrada, mas não representa vitória clara para nenhum dos lados. A conjuntura financeira global favorece instituições com operações abertas e diversificadas, mantendo a City como um polo relevante, sem absolvição de fault lines geopolíticas.
Em síntese, a década pós-Brexit mostra que a City não recuou nem migrou de forma expressiva, apesar das mudanças no poder relativo entre centros financeiros. O papel de Londres na finança mundial continua sólido, ainda que sob novos contornos competitivos.
Entre na conversa da comunidade