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Vítimas de violência ganham carência maior no Fundo do Turismo

Microempreendedoras do turismo vítimas de violência poderão suspender pagamentos do Fungetur por até seis meses, com carência ampliada nos financiamentos

Na imagem, mulher cobre o rosto com as mãos; novas regras permitem suspender por até 6 meses o pagamento de financiamentos do setor turístico
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  • Microempreendedoras do turismo vítimas de violência podem pedir a suspensão temporária dos pagamentos de financiamentos do Fungetur por até seis meses, além de ampliar o prazo de carência.
  • As regras também elevam o prazo de amortização para investimentos em capital fixo de 240 para 246 meses, com carência de 60 para 66 meses.
  • No financiamento de bens, a amortização passa a 126 meses e a carência fica em 54 meses.
  • Em operações de capital de giro isolado, a amortização sobe para 126 meses e a carência é ampliada de 24 para 30 meses.
  • As mudanças valem para novos financiamentos e contratos em amortização, mediante comprovação de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial, com documentos oficiais.

O Ministério do Turismo anunciou mudanças nas regras do Fungetur, o Fundo Geral de Turismo, para apoiar microempreendedoras do setor vítimas de violência. As novas regras permitem suspender pagamentos por até 6 meses e ampliar o tempo de carência.

As medidas foram apresentadas pelo ministro Gustavo Feliciano nesta quinta-feira, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). A mudança visa proteger e manter ativos pequenos negócios afetados pela violência de gênero ou doméstica.

Agora, além da suspensão temporária, o prazo de amortização de investimentos em capital fixo pode subir de 240 para 246 meses, com carência de 60 para 66 meses. Financiamentos de bens passam a ter amortização de 126 meses e carência de 54 meses.

Para capital de giro isolado, a amortização sobe a 126 meses e a carência passa de 24 para 30 meses. As regras valem tanto para novos financiamentos quanto para contratos em andamento, desde que haja comprovação de violência.

A comprovação pode incluir medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência. Documentos oficiais são obrigatórios para solicitar o benefício. A medida é vista como salvaguarda para o mercado de trabalho no turismo.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil tem mais de 1 milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero. Mais de 10 milhões de mulheres atuam como empresárias no país, revelando a vulnerabilidade econômica diante de violência.

O Ministério do Turismo estima que as mudanças ajudam a manter empregos e a sustentabilidade de empreendimentos turísticos, ao equilibrar gestão e continuidade dos negócios durante fases difíceis.

Fonte: Agência Brasil.

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