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Ibovespa cai diante de tom duro do Irã e juros dos EUA; dólar sobe para R$5,15

Ibovespa fecha em queda ante tom duro do Irã e dados de emprego dos EUA reforçam expectativas de alta de juros; dólar atinge R$ 5,157

Mercados globais operam com cautela diante de dados de emprego nos EUA e escalada de tensões no Oriente Médio
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  • O Ibovespa fechou em queda de 0,77%, aos 169.019,12 pontos, com pressão de ações como Vale e CSN, e Embraer em alta.
  • O dólar avançou 1,78% e fechou a R$ 5,1572, atingindo a maior cotação em dois meses.
  • Embraer subiu após anúncio de nova venda, enquanto Vale e CSN recuaram; Braskem também teve queda relevante.
  • Dados do payroll dos EUA indicaram economia aquecida, com criação de 172 mil empregos em maio e desemprego estável em 4,3%, fortalecendo expectativas de alta de juros pelo Fed.
  • Brent fechou em US$ 93,09 o barril e WTI em US$ 90,54, com perdas apoiadas pela possibilidade de cessar-fogo no Oriente Médio, que amenizaria pressão sobre a oferta.

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (5), pressionado pelo endurecimento do tom do Irã em relação aos EUA e pelos dados de payroll dos EUA que indicaram aquecimento da economia. O dólar terminou em alta, atingindo o maior nível em dois meses.

O índice brasileiro encerrou em 169.019,12 pontos, queda de 0,77%. Entre os destaques, Embraer ganhou com um novo pedido firme de Azorra para 15 aeronaves E195-E2, enquanto CSN e Vale tiveram quedas expressivas. O petróleo também recuou ao fim do pregão.

O cenário internacional segue tenso pela atuação do Irã contra os EUA, com foco em ampliar o conflito caso não haja acordo de paz no Oriente Médio. Mohsen Rezaei ameaçou expandir ações para o Oceano Índico caso o impasse persista.

Pela manhã, os mercados repercutiram o payroll dos EUA, que superou previsões e mostrou criação de empregos acima do esperado, sinalizando economia aquecida e potencial alta de juros pelo Fed. A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%.

O relatório apontou criação de 172 mil vagas em maio e salário médio por hora em US$ 37,53, alta de 0,32% mensoal. Analistas, em média, estimavam crescimento menor, sustentando a especulação sobre novas altas de juros ainda neste ano.

Mercado financeiro mostrou ajuste nas apostas de política monetária. A probabilidade de alta do Fed em setembro subiu, mas a leitura majoritária continua pela manutenção das taxas este ano. Dados apontam persistência de riscos inflacionários ligados ao conflito regional.

Entre as ações, Embraer registrou ganho de 3,82% com o anúncio de pedido firme adicional da Azorra, elevando para 54 o total de jatos E2 pedidos, com opção de mais unidades. Já Vale caiu quase 4% diante da fraqueza do minério de ferro na China.

A Braskem recuou quase 7%, e CSN caiu mais de 10%, contribuindo para o viés de baixa do Ibovespa. A Petrobras também fez parte do movimento de baixa entre as principais blue chips do índice.

Petróleo encerrou a semana em queda, com o Brent em US$ 93,09 e o WTI em US$ 90,54, após anúncios de cessar-fogo entre Israel e Líbano, considerados por investidores como sinal de menor risco de interrupções na oferta. O petróleo segue sob avaliações de evolução geopolítica.

As bolsas de Nova York fecharam em queda acentuada, com Dow Jones (-1,35%), S&P 500 (-2,64%) e Nasdaq (-4,18%), refletindo o ambiente de incerteza global e o foco em dados de emprego. O ouro e a prata também acompanharam o fluxo de risco.

Nesta sexta, o dólar à vista atingiu R$ 5,1572, alta de 1,78%, na maior cotação em dois meses, pressionando custos de importação e o câmbio doméstico. A moeda brasileira acompanha o viés externo mais desfavorável.

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