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Raízen obtém adesão de 75% de credores para recuperação extrajudicial

Raízen avança na recuperação extrajudicial; adesão de cerca de 75% dos credores, com conversão de 45% da dívida em ações e aporte de 3,5 bilhões pela Shell

Raízen ganha adesão de 75% dos credores para recuperação extrajudicial histórica
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  • A Raízen recebeu adesão de cerca de 75% dos credores para a recuperação extrajudicial, envolvendo R$ 66 bilhões em dívidas; a expectativa é chegar a 80% até segunda-feira.
  • O plano prevê converter 45% da dívida em participação na empresa, a R$ 0,25 por ação, com haircuts de até 25% para credores de até R$ 13 mil nos CRAs; após a conversão, credores ficarão com mais de 80% da Raízen e cerca de 72% das ações ordinárias.
  • A Rubem Shell fará uma injeção de capital de 3,5 bilhões de reais a R$ 0,25 por ação; Aguassanta Investimentos aportará 500 milhões de reais; Rubens Ometto continuará como chairman até o fechamento, com um novo conselho em que Shell terá assentos e credores indicarão parte dos membros.
  • O CEO Nelson Gomes permanece à frente; o CFO Lorival Luz atuará como Chief Restructuring Officer com apoio de consultor indicado pelos credores; há previsão de cisão da Raízen em duas empresas até o fim de 2027.
  • O cronograma prevê homologação judicial, fechamento até 31 de março de 2027 e segregação até 31 de dezembro de 2027, com possibilidade de desinvestimento de ativos da Raízen Energia e busca por investidor para a Raízen Combustíveis.

A Raízen recebeu adesão de cerca de 75% dos credores para protocolar o maior pedido de recuperação extrajudicial da história corporativa brasileira, envolvendo R$ 66 bilhões em dívidas. O objetivo é oficializar o plano definitivo de reestruturação ainda nesta semana, com expectativa de atingir 80% na próxima segunda-feira.

O acordo prevê converter 45% da dívida em participação na empresa, a R$ 0,25 por ação. Credores com até R$ 13 mil em CRAs terão um haircut de 25% e receberão o valor à vista. Depois, credores passariam a deter mais de 80% da Raízen e cerca de 72% das ações ordinárias.

A participação da Cosan e da Shell, atuais controladoras, deve ficar entre 3% e 4% após a capitalização, que inclui aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell a R$ 0,25 por ação e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, family office de Rubens Ometto. Ometto permanece como chairman até o fechamento.

Com a efetivação, prevista para o 1º trimestre de 2027, haverá recomposição do board. Credores podem indicar quatro de sete membros, sendo dois bancos, um da Aguassanta e um da Shell. O CEO Nelson Gomes continuará à frente, com veto de matérias relevantes aos credores.

O plano também prevê a divisão da companhia em duas operações até o fim de 2027: Raízen Energia, com etanol, açúcar e bioenergia, e Raízen Combustíveis, com distribuição de combustíveis. Desinvestimentos de ativos de energia estão previstos na sequência.

Conforme cronograma indicativo, a reestruturação deve fechar até 31 de março de 2027, com segregação dos negócios até 31 de dezembro de 2027. Credores que converterem parte da dívida poderão reestruturar o saldo remanescente em novos instrumentos de dívida.

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