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Tecnologia transforma pessoas em matéria-prima e a humanidade vira negócio

A riqueza passa a depender da atenção e dos dados, com as sete maiores empresas de tecnologia concentrando poder econômico e a família, ainda, no centro

Gallo: 'Nenhuma tecnologia consegue ocupar o lugar de um pai, de uma mãe ou de uma família — a menos que nós mesmos entreguemos esse espaço'
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  • Hoje, as Magnificent Seven — as sete maiores companhias de tecnologia do mundo — representam quase US$ 24 trilhões em valor de mercado, cerca de 45% do S&P 500 e mais da metade do Nasdaq.
  • Em 2010, esse grupo valia em torno de US$ 1 trilhão; em 2025, devolveu aos acionistas cerca de US$ 277 bilhões em recompras de ações e dividends, e pagou aproximadamente US$ 122 bilhões em impostos sobre renda.
  • O texto aponta que a economia da atenção não apenas financia inovação, mas transforma comportamento humano — inclusive infantil — em ativo econômico.
  • A pergunta central é até que ponto a tecnologia serve às pessoas ou as transforma em matéria-prima econômica, com a responsabilidade não sendo apenas das plataformas.
  • O artigo questiona ainda o que fazer com uma geração que aprende a deslizar telas antes de aprender a conversar, enfatizando que a responsabilidade também cabe às famílias.

A tecnologia transformou a forma como vivemos, trabalhamos e consumimos. Quem impulse esse ciclo não é apenas quem cria aparelhos, mas quem usa, coleta dados e facilita o lucro com a atenção humana.

Casais em restaurantes, crianças grudadas a telas, tudo colabora para uma lógica: atenção vira receita, dados viram valor e comportamento vira lucro. A reflexão parte de Eugênio Bucci e de uma encíclica recente sobre responsabilidade frente à economia digital.

A encíclica citada liga aspectos históricos: 1891, com a Rerum Novarum, e o novo desafio de 2026, quando a riqueza passa a ser produzida pela atenção coletiva. A pergunta central é quem regula esse circuito.

As Magnificent Seven, sete grandes empresas de tecnologia, chegam a ~US$ 24 trilhões de valor de mercado, algo próximo de 45% do S&P 500 e mais da metade do Nasdaq. Em 2010, estimavam US$ 1 trilhão.

Entre 2010 e 2025, esse grupo recomprou ações e pagou dividendos equivalentes a US$ 277 bilhões. Também recolheram cerca de US$ 122 bilhões em impostos sobre renda, em um ciclo de barateamento de custos e expansão.

A energia financeira da atenção não apenas estimula inovação; transforma comportamento humano, inclusive infantil, em ativo econômico. A logística de lucrar com dados e atenção é cada vez mais sofisticada.

Economia da atenção

A pergunta central não é apenas o que farão com trilhões, mas o que fazer com uma geração que desliza telas antes de conversar. Se a humanidade vira negócio, a responsabilidade não é apenas das plataformas.

Desafios e responsabilidades

A reflexão aponta para o papel de pais, mães e famílias no equilíbrio entre uso de tecnologia e vínculos afetivos. A responsabilidade compartilhada é destacada como essencial para conter impactos sociais.

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