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Cooperativismo e turismo abrem rotas fora dos trilhos do minério

Cooperativismo e turismo de experiência reduzem a dependência da mineração em Minas, valorizando cultura local e gerando renda para mulheres de Bento Rodrigues

Recomeço no território: Aos 64 anos, Neizita Geralda da Conceição é uma das fundadoras da Cooperativa de Produtoras de Geleia de Pimenta-Biquinho, em Bento Rodrigues
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  • Cooperativismo e turismo de experiência ajudam comunidades de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais, a resgatar identidade cultural após o rompimento da barragem de Mariana em 2015.
  • A 64 anos, Neizita Geralda da Conceição é uma das fundadoras da Cooperativa de Produtoras de Geleia de Pimenta-Biquinho, que produz geleias artesanais com pimenta biquinho.
  • A cooperativa recebe apoio de entidades e do poder público, gera renda para mulheres da região e atrai visitantes interessados na história local.
  • O turismo de experiência ganha força em Minas, com rotas culturais, gastronômicas e ambientais que diversificam a economia e valorizam o patrimônio.
  • Segundo o Sebrae, o estado tem mais de duas mil cooperativas, que atuam em agricultura, artesanato, turismo e serviços, fortalecendo a economia solidária e o desenvolvimento local.

A história de Neizita Geralda da Conceição, de 64 anos, ilustra como o cooperativismo e o turismo de experiência podem mudar vidas e territórios. Ela é uma das fundadoras da Cooperativa de Produtoras de Geleia de Pimenta-Biquinho, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG).

A cooperativa surgiu para valorizar a cultura local e gerar renda para as mulheres da região. Com apoio de entidades e do poder público, passaram a produzir geleias artesanais usando ingredientes típicos, como a pimenta biquinho, símbolo da comunidade.

Hoje a coop é referência de resiliência e inovação, atraindo turistas interessados na história de Bento Rodrigues. O turismo de experiência tem ganhado peso em Minas, buscando diversificar a economia e valorizar o patrimônio local.

As rotas culturais, gastronômicas e ambientais aparecem como alternativa à mineração, promovendo desenvolvimento sustentável. Em Belo Horizonte, há iniciativas de turismo comunitário; em Mariana, visitas a comunidades quilombolas e cachoeiras atraem visitantes.

Essa estratégia fortalece vínculos entre moradores e visitantes e gera renda local. O setor de cooperativismo mineiro mostra saída sólida para a economia regional, conectando identidade cultural e oportunidades econômicas.

Segundo dados do Sebrae, Minas Gerais agrega mais de 2 mil cooperativas ativas. Os setores abrangidos vão da agricultura ao artesanato, passando pelo turismo e serviços. O movimento favorece economia solidária e inclusão social.

O caminho para o futuro do estado passa pela valorização das raízes. Diversificar atividades econômicas, associando sustentabilidade, cultura e inovação, é visto como maneira de abrir rotas fora dos trilhos do minério.

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