- A Iata alerta que o IVA pode elevar tarifas aéreas no Brasil e reduzir a demanda em até 30%.
- Tarifas domésticas devem subir de US$ 130 para US$ 160; tarifas internacionais, de US$ 740 para US$ 930.
- Com isso, a demanda deve recuar para cerca de 90 milhões de bilhetes por ano, ante 100 milhões em 2025.
- A carga tributária sobre o transporte aéreo na América Latina é de cerca de 29%, com o IVA substituindo PIS, Cofins, ICMS e ISS no Brasil.
- Companhias defendem incentivos e citam exemplos regionais (Barbados, Guiana, Paraguai) para ampliar acesso e estimular o setor.
A reforma tributária pode elevar o preço das passagens aéreas no Brasil com a implementação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A estimativa é da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), durante a assembleia anual no Rio de Janeiro neste sábado (6). O efeito esperado é de alta de tarifas e queda na demanda.
Segundo a IATA, as passagens domésticas podem subir de cerca de US$ 130 para US$ 160, um aumento de ~23%. No âmbito internacional, a passagem tende a passar de US$ 740 para US$ 930, alta de aproximadamente 26%.
A entidade projeta ainda redução de demanda de até 30% no Brasil, diante do aumento de custos. O Brasil registrou 100 milhões de passagens vendidas em 2025; a IATA estima queda para ~90 milhões anuais.
Impacto regional e tributação
A IATA ressalta que América Latina e Caribe já têm carga tributária elevada sobre o transporte aéreo, em torno de 29%. Impostos e taxas equivalem a um custo adicional médio de US$ 44 por passagem na região.
Em comparação internacional, a tributação é de 25% na Europa e 15% na América do Norte, segundo a IATA. O IVA substituiria tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, na reforma brasileira.
Medidas e caminhos
A IATA afirma manter diálogo com o governo para buscar incentivos. Países vizinhos adotaram regimes diferenciados para o transporte aéreo, em alguns casos reduzindo encargos ao usuário.
A entidade aponta que, apesar do custo elevado, muitos passageiros ainda optam por ônibus em trajetos curtos na América Latina, devido ao preço das passagens, impostos e custos regulatórios.
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