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Marco Santos (GFT): contratos de defesa já em execução e crescimento

GFT já tem contratos firmados em defesa e planeja expansão com IA, sob filtros rigorosos e possível veto a países com chefes de Estado acusados pela Corte Penal Internacional

El consejero delegado de GFT, Marco Santos, en una fotografía cedida por la empresa
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  • A GFT tem contratos firmados e em execução no setor de defesa e planeja crescer no segmento, buscando chegar a 1,5 bilhão de euros em receitas até 2029, partindo de 888 milhões previstos para 2025.
  • O CEO Marco Santos reforçou que a empresa não manterá relações comerciais com países cujo chefe de Estado esteja sendo acusado pela Corte Penal Internacional.
  • A empresa destaca a plataforma Wynxx, que pode elevar a produtividade entre 40% e 50% em ciclos completos do desenvolvimento de software.
  • Santos afirmou que a transformação pela inteligência artificial é profunda e que a GFT pretende otimizar recursos sem deixar pessoas para trás.
  • A atuação da GFT no setor de defesa segue rígidos critérios de governança, avaliando clientes para operar dentro da regulação internacional e evitando parcerias com mercados não transparentes.

O CEO global da consultora alemã GFT, Marco Santos, confirmou pela primeira vez que a empresa já possui contratos firmados e em execução no setor de defesa. Ele detalhou planos de crescimento, impulsionados pela adoção de inteligência artificial, com expectativa de elevar receitas nos próximos anos.

Santos afirmou que a estratégia envolve a plataforma Wynxx, capaz de aumentar a produtividade em software e desenvolvimento, e que o objetivo é ampliar o volume de negócios sem demitir, treinando equipes para entregar mais projetos. A postura é de foco na transformação digital constante.

No âmbito internacional, o executivo informou que a GFT já atua com contratos em defesa e que o avanço depende de regulamentos rígidos do setor. Ele ressaltou que a empresa aplica filtros rigorosos para evitar clientes ligados a atividades ilícitas, com ênfase no cumprimento do direito internacional.

A entrevista abordou ainda o papel da inteligência artificial na indústria, descrevendo a IA como uma revolução tão grande quanto a invenção da imprensa. Santos ressaltou que muitas empresas ainda não compreendem a magnitude das mudanças e que a adaptação é essencial para não ficar para trás.

Questionado sobre demissões no setor, o CEO explicou que a transformação para uma organização nativa em IA não é trivial e que o foco é requalificar equipes para ampliar a capacidade de entrega. Ele citou casos de cortes em outras empresas como fenômeno temporário de ajuste.

Sobre o papel da Europa, Santos citou o aumento de gastos em defesa e a entrada da GFT no setor como um passo estratégico, ainda que com contratos iniciais prudentes e crescimento gradual, devido à regulamentação rigorosa.

Quanto às implicações éticas e à atuação de governos e organizações internacionais, o executivo afirmou que a responsabilidade na gestão da IA é crucial. Ele destacou a necessidade de lideranças responsáveis para mitigar riscos e assegurar práticas comerciais transparentes.

Por fim, Santos reforçou que não discute contratos específicos de clientes em termos de nomes ou países, mantendo o foco na conformidade com normas internacionais e na seleção de parceiros que operem de forma ética e dentro da lei.

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