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Raízen fecha maior acordo de recuperação do País com dívidas de R$ 64,7 bi

Adesão de 75,45% dos credores viabiliza a conversão de 45% da dívida em ações e a criação de duas unidades: Raízen Combustíveis e Raízen Energia

Raízen Combustíveis terá rede de postos Shell e estrutura logística de distribuição / Foto: Divulgação/Shell via Ed Robinson/OneRedEye
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  • A Raízen fechou o maior acordo de recuperação extrajudicial do país, com adesão de setenta e cinco vírgula quatro cinco por cento dos credores e dívida de aproximadamente R$ 64,5 bilhões.
  • O plano prevê que quarenta e cinco por cento do endividamento seja convertido em ações e a empresa seja dividida em duas: Raízen Combustíveis e Raízen Energia.
  • A Shell fará um aporte de R$ 3,5 bilhões, e a família Ometto pode investir até R$ 500 milhões, com a transferência de recursos até março do próximo ano.
  • Na estrutura, a Raízen Energia ficará com cerca de 17,6% da dívida remanescente (aproximadamente R$ 11,5 bilhões) e taxa CDI mais 1,25% (ou 7% ao ano em dólares), com vencimentos em 2033 e 2035; já a Raízen Combustíveis ficará com 37,4% da dívida (cerca de R$ 24,4 bilhões) com CDI mais 2,75% (ou 8,50% ao ano em dólares), com vencimentos em 2032 e 2034.
  • Parte dos ativos da Argentina, avaliados em US$ 1,4 bilhão, será vendida, e o acordo não inclui esse recurso; não haverá demissões nem fechamento de operações, e a homologação pelo juízo deve ocorrer após um período de trinta dias para objeções dos credores.

Raízen chegou a um acordo com credores no âmbito da recuperação extrajudicial. O PNE envolve dívidas de aproximadamente R$ 64,5 bilhões e foi assinado com adesão de 75,45% dos credores. A operação é a maior já fechada no país nesse formato.

A negociação envolveu 19 instituições financeiras e mais de 80 detentores de bonds, no Brasil e no exterior, além de mais de 100 mil CPFs de investidores em CRAs. O acordo foi concluído uma semana antes do prazo final.

A estrutura proposta prevê a conversão de 45% do endividamento em ações e a divisão da Raízen em duas empresas. A ideia é criar a Raízen Combustíveis e a Raízen Energia, com atuações distintas no setor de óleo e energia.

Acordo financeiro e aportes

A Shell aportará R$ 3,5 bilhões, com aporte da família Ometto (Aguassanta Investimentos) de até R$ 500 milhões. O repasse da Shell deve ocorrer até março do próximo ano, mantendo Rubens Ometto como presidente do conselho, caso o aporte seja confirmado.

Caso o investimento da família seja realizado, Ometto poderá ocupar uma cadeira no conselho, deixando o comando para a Shell, caso contrário o quadro será definido entre credores e Shell.

Estrutura societária e dívida

A separação entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia deve ocorrer até o final de 2025, com um comitê de transição. Lorival Luz assume o papel de CRO, conduzindo a reorganização.

A Raízen Energia ficará com 17,6% da dívida remanescente (≈ R$ 11,5 bilhões) com cupom CDI + 1,25%/7% a.a. para reais/dólares, vencimentos em 2033 e 2035. A Raízen Combustíveis ficará com 37,4% da dívida restante (≈ R$ 24,4 bilhões), com CDI + 2,75%/8,5% a.a. e vencimentos em 2032 e 2034.

A venda de ativos na Argentina, por US$ 1,4 bilhão, será destinada ao capital de giro, não integrando o acordo de redução da dívida.

Investimentos e próximos passos

Não estão previstos demissões ou fechamento de operações. Os investimentos deverão priorizar projetos já em fase final e otimizar demandas em andamento. O plano segue para homologação pelo Juízo de Recuperação Extrajudicial, com trinta dias para objeções de credores, vinculando as partes aos termos.

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