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Veto da UE pode tirar quase US$ 2 bilhões/ano de exportações de carnes

A exclusão do Brasil da lista de exportadores para a UE pode cortar cerca de US$ 1,8 bilhão por ano nas vendas de carnes brasileiras ao bloco

Foto de David Foodphototasty na Unsplash
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  • A União Europeia retirou o Brasil da lista de exportadores de produtos de origem animal; a decisão entra em vigor em 3 de setembro e pode reduzir em cerca de US$ 1,8 bilhão por ano as vendas de carnes brasileiras ao bloco.
  • A UE é o segundo maior mercado para carnes brasileiras, atrás da China; em 2025 o bloco importou 368,1 mil toneladas de proteínas animais brasileiras, totalizando US$ 1,8 bilhão.
  • A carne bovina é o item mais impactado, com 128 mil toneladas exportadas para a UE em 2025, gerando US$ 1,048 bilhão; a UE é o terceiro destino da carne bovina brasileira.
  • A carne de frango aparece como segundo produto relevante para a UE, com 230 mil toneladas e US$ 762 milhões em 2025; a exclusão pode trazer impactos relevantes no setor avícola sem acordo.
  • O veto também envolve mel, carne equina, pescado e tripas; o mel atingiu US$ 6 milhões em 2025; o Brasil pode buscar reversão mediante cumprimento das regras sanitárias ou maior rastreabilidade.

A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de fornecedores autorizados de produtos de origem animal, o que pode comprometer até US$ 1,8 bilhão em exportações anuais de carnes brasileiras ao bloco. A medida entra em vigor em 3 de setembro, conforme anunciado pela Comissão Europeia, devido à falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária.

A UE é o segundo principal destino de carnes brasileiras em valor, atrás da China. Em 2025, o bloco importou 368,1 mil toneladas de proteínas animais, gerando US$ 1,8 bilhão. O montante integra um conjunto de produtos de origem animal, como pescado, mel e derivados.

Carne bovina, o principal impacto

Em 2025, a carne bovina representou o maior trecho das exportações para a UE, com 128 mil toneladas e receita de US$ 1,048 bilhão. Atualmente, a UE é o terceiro destino da carne bovina brasileira, atrás de China e EUA.

Frango e outros produtos também afetados

O frango foi o segundo item mais relevante, somando 230 mil toneladas e US$ 762 milhões em 2025. Com a exclusão, o setor avícola pode sofrer impactos se não houver acordo antes da entrada em vigor.

Mel, carne equina, pescado e tripas entram no veto

Além das carnes, o veto abrange mel, que movimentou cerca de US$ 6 milhões em 2025, com embarques próximos de 1 mil toneladas. O Brasil ainda perde autorização para exportar carne equina, pescado e tripas.

Motivo do veto

A legislação europeia proíbe antimicrobianos específicos como promotores de crescimento. Substâncias citadas incluem virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina. A Comissão Europeia afirmou que o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar conformidade sanitária.

Possibilidade de reversão

Especialistas apontam que o Brasil pode recuperar a autorização ao comprovar o atendimento às regras da UE. Entre as opções está ampliar restrições aos antimicrobianos questionados ou adotar sistemas mais robustos de rastreabilidade para assegurar conformidade sanitária.

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