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Governo Milei privatiza hotéis populares de US$10 a diária em ponto turístico

Milei avança com concessão privada de Chapadmalal; fim do turismo social estatal e transferência de gestão de hotéis populares para o setor privado

Complexo turístico de Chapadmalal, na Argentina
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  • O governo de Javier Milei quer privatizar o complexo estatal de hotéis de Chapadmalal, onde trabalhadores podiam se hospedar por cerca de US$ 10 a diária.
  • Em março, foi anunciada uma licitação para uma concessão privada de trinta anos do espaço; o terreno não pode ser vendido por termos da aquisição nos anos quarenta.
  • O turismo social foi eliminado em 2025, e a última temporada manteve o complexo fechado até abril.
  • Um segundo complexo estatal argentino, com sete hotéis à beira de um lago em Córdoba, também será colocado à venda.
  • Milei afirma que o turismo social é incompatível com sua visão de livre mercado; críticos alertam para impactos sociais e a manutenção de padrões de igualdade.

O governo de Javier Milei anunciou a privatização de complexos hoteleiros estatais à beira-mar, incluindo o de Chapadmalal, destino popular de trabalhadores. As diárias subsidiadas, que chegavam a US$ 10 com refeições inclusas, devem desaparecer com a concessão privada de longo prazo.

O complexo de Chapadmalal, composto por nove hotéis, foi criado no final dos anos 1940, durante o governo de Perón. A ideia era assegurar direitos dos trabalhadores, como férias pagas, com tarifas bem abaixo do mercado. Até poucos meses atrás, visitas de até 5 mil hóspedes eram comuns.

Privatização e licitação

Foi aberta uma licitação para uma concessão privada de 30 anos do Chapadmalal, prevista para substituir a gestão estatal, que permaneceu fechada na temporada mais recente (até abril). O terreno, registrado desde os anos 1940, não pode ser vendido, segundo as regras do acordo.

Além de Chapadmalal, o governo também pretende vender um segundo complexo estatal, com sete hotéis à beira de um lago em Córdoba. Milei já havia eliminado, em 2025, a exigência de turismo social no orçamento público, argumentando que o Estado não deve atuar sem vantagem competitiva.

Contexto e repercussões

O governo sustenta que o turismo social é incompatível com a visão de livre mercado adotada na gestão, visando reduzir gastos e despesas públicas. Críticos, por sua vez, enfatizam o papel histórico dessas estruturas na promoção de oportunidades de lazer para trabalhadores e famílias.

O debate público acompanha a queda de popularidade de Milei em alguns setores, com uma parte da sociedade buscando equilíbrio entre austeridade e bem-estar social. Analistas apontam que mudanças no setor público geram impactos difusos na economia e no cotidiano das famílias.

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