- A Iata projeta lucro líquido global das aéreas em US$ 23 bilhões para 2026, frente a US$ 41 bilhões na projeção anterior e US$ 45 bilhões em 2025.
- A previsão é de que o setor transporte 5,1 bilhões de pessoas em 2026, com o lucro por passageiro caindo para US$ 4,50, ante US$ 9,10 em 2025.
- Companhias do Golfo enfrentam incertezas operacionais após o fechamento quase total do espaço aéreo no início da war; seguem mantendo conectividade, mas com impactos financeiros.
- Na América Latina, o lucro de 2026 deve ficar em US$ 1,2 bilhão, reduzido em relação aos US$ 1,9 bilhão de 2025, devido a demanda mais sensível.
- No Oriente Médio, a Iata prevê prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões em 2026, após lucro de US$ 7,2 bilhões em 2025.
A projeção global para o lucro das aéreas caiu fortemente em 2026, em meio às tensões no Oriente Médio. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) revisou o ganho líquido esperado, citando o impacto de ataques entre EUA, Israel e Irã no fim de fevereiro. O petróleo mais caro e rotas restritas contribuíram para o recuo.
Segundo a Iata, o lucro líquido das aéreas em 2026 deve chegar a US$ 23 bilhões, frente US$ 41 bilhões na projeção anterior e US$ 45 bilhões em 2025. A estimativa aponta ainda 5,1 bilhões de passageiros transportados neste ano.
O lucro por passageiro é projetado em US$ 4,50, quase a metade dos US$ 9,10 registrados no período anterior. A agência ressalta que companhias do Golfo enfrentam incertezas operacionais por fechamento quase total do espaço aéreo no início do conflito.
América Latina
A Iata projeta lucro de US$ 1,2 bilhão para as aéreas latino-americanas em 2026, frente US$ 1,9 bilhão em 2025. A entidade atribui a queda às tensões geopolíticas e à demanda sensível na região.
A organização aponta que condições de demanda na América Latina são mais fracas, com menor renda e participação menor de viagens a negócios. O cenário local influencia o desempenho do setor na região.
Oriente Médio
No Oriente Médio, a Iata estima prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões em 2026. Em 2025, o setor havia registrado lucro de US$ 7,2 bilhões, refletindo a forte desaceleração provocada pelo conflito e pela pressão sobre combustíveis.
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