- OpenAI pretende transformar o ChatGPT em um superaplicativo que executa tarefas, não apenas responde a perguntas, segundo o Financial Times.
- A reformulação prioriza o Codex e agentes de IA capazes de realizar várias tarefas, como reservas de viagens e organização de calendários.
- A interface será redesenhada para direcionar usuários a ferramentas de programação, geração de imagens e apps de parceiros como Canva e Booking.com.
- A empresa busca ampliar a participação da receita corporativa, visando chegar a cinquenta por cento até o fim do ano, após desativar recursos de finalização de compras e encerrar o Sora, seu produto de geração de vídeos.
- A mudança envolve reorganização interna sob a liderança de Thibault Sottiaux, saídas de executivos seniores e maior convergência com a Anthropic, com a visão de um eventual sistema de IA geral e um agente pessoal único.
OpenAI planeja a maior reformulação do ChatGPT desde o seu lançamento, em 2022, para transformar o chatbot em um superapp que reúne programação, IA e ações de integração com parceiros. A ideia é que o ChatGPT não apenas responda, mas execute tarefas.
A mudança, segundo a cobertura do Financial Times, sinaliza que a empresa quer ampliar o uso de agentes de IA para tarefas como reservas e organização de agendas. A interface será redesenhada para direcionar usuários a ferramentas de programação, geração de imagens e apps de terceiros.
A empresa afirma que o objetivo é criar um sistema onde o usuário tenha um agente pessoal capaz de ajudar em aspectos pessoais ou profissionais, com acessos por celular, computador ou na web. A visão é de uma assistente que entende a intenção sem menus complexos.
Foco na receita corporativa
A adaptação tem como objetivo ampliar a participação de clientes empresariais, que respondem por cerca de 40% da receita atual da OpenAI. A meta é elevar essa fatia para 50% até o fim do ano, o que levou à suspensão de recursos de finalização de compras no ChatGPT e ao encerramento do Sora, ferramenta de geração de vídeos.
Internamente, a organização foi reorganizada. Equipes de ChatGPT, Codex e demais produtos ficaram sob uma liderança única, chefiada por Thibault Sottiaux. Executivos seniores deixaram a empresa durante esse processo.
Convergência com a concorrência
A estratégia aproxima a OpenAI de rivais como a Anthropic, que já priorizava o mercado corporativo. Analistas destacam que ambos visam IPO e que investidores passam a valorizar retorno financeiro, acima de projetos de longo prazo.
No futuro, a empresa aposta na dissolução da fronteira entre chatbots, ferramentas de programação e mecanismos de busca. A visão é que uma única entidade passe a atender diversas necessidades do usuário.
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