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Pedro Parente afirma que não é necessário nível elevado de juros reais

Parente afirma que o país não precisa de juros reais tão elevados; aponta subsídios acima de R$ 50 bilhões e defende privatizações para reduzir a dívida

Pedro Parente
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  • Pedro Parente critica a política federal, dizendo que a qualidade das decisões piorou e a visão é de curto prazo.
  • Subvenções já passam de R$ 50 bilhões, e ele alerta que juros reais elevados pesam no custo da economia, cerca de R$ 60 bilhões por ponto percentual.
  • Sobre a Petrobras, diz que o modelo atual já deu o que tinha e aponta três caminhos: o governo não intervir, fechar o capital ou privatizar.
  • O ex-presidente acusa a estatal de ser usada como instrumento de política pública e defende privatizar para evitar esse conflito.
  • Propõe reduzir a dívida pública, ampliar privatizações e diminuir o nível de juros reais, além de explorar novos campos de petróleo com política ambiental responsável.

No episódio mais recente do podcast POWER, Adriano Pires entrevista Pedro Parente, ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente da Petrobras. O tema central é a qualidade da política e os impactos para o setor de energia.

Parente critica a visão de curto prazo na política federal e sustenta que decisões estratégicas são afetadas por esse viés. Ele chama atenção para uma tendência de decisões rápidas sem planejamento de longo prazo.

Ele aponta a chamada normalização do desvio, que seria a aceitação gradual de pequenas exceções até virar norma sistêmica. Segundo ele, isso agrava incertezas e custos para políticas públicas.

O ex-presidente da Petrobras comenta os subsídios, que já passam de 50 bilhões de reais, e destaca que as taxas de juros reais elevadas também pesam sobre o setor.

Sobre a Petrobras, Parente afirma que o modelo atual não funciona mais. As opções apresentadas são: o governo se retirar, fechar o capital ou privatizar a empresa.

No petróleo, afirma a necessidade de encontrar novos campos para manter a produção futura, defendendo uma política ambiental responsável aliada à exploração das riquezas nacionais.

Na economia, o diagnóstico é de redução do principal da dívida pública, com espaço para privatizações e alienação de patrimônio. Ele critica o nível atual de juros reais.

Parente sustenta que o Brasil precisa deixar de ser apenas o país do futuro e trabalhar pelo presente, com reformas e ações de curto prazo para avançar.

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