- SpaceX pretende vender 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, visando uma avaliação de US$ 1,77 trilhão na estreia na bolsa.
- Se todas as ações forem vendidas, a empresa se tornará a sétima mais valiosa dos EUA, superando a Tesla.
- O IPO pode levantar US$ 75 bilhões, abrindo caminho para novas estreias de grandes nomes da tecnologia.
- Elon Musk manterá controle quase total por meio de ações Classe B, com 82% do poder de voto, correspondendo a 93,6% dessas ações.
- O roadshow começou em 4 de junho; a precificação é prevista para 11 de junho e a estreia oficial ocorre em 12 de junho na Nasdaq, com o código SPCX.
A SpaceX, de Elon Musk, vai abrir capital na bolsa nesta quinta-feira (11.jun.2026) com ações a US$ 135. Se vendidos todos os 555,6 milhões de papéis, a empresa pode levantar US$ 75 bilhões e alcançar US$ 1,77 trilhão de valor de mercado. O IPO é visto como potencial maior da história.
A estreia ocorre na Nasdaq, com negociação sob o código SPCX. O roadshow começou no dia 4 de junho, quando Musk e executivos apresentaram planos a investidores institucionais. A precificação final deve sair no fechamento do pregão de 11 de junho, com abertura ao dia seguinte.
A decisão de fixar o preço é incomum, já que normalmente há uma faixa de preço prévia. Coordenação fica a cargo de 21 bancos, liderados pelo Goldman Sachs, com participação de Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e BTG Pactual. Há possibilidade de over-allotment de 15%.
Controle e participação
Musk manterá controle quase total da SpaceX, com 82% do poder de voto por meio de ações Classe B, que dão 10 votos cada. O grupo de Classe B representa 93,6% dos papéis, restritos a poucos acionistas. Já as ações Classe A, ofertadas ao público, conferem 1 voto cada.
A equipe indica que a oferta pode destinar até 30% das ações a varejo, participação incomum para IPOs desse porte. O objetivo é ampliar o acesso de pessoas físicas ao negócio, especialmente em países europeus.
Metas apresentadas
No documento à SEC, a SpaceX detalha três frentes: operações aeroespaciais, internet via satélite e IA. A empresa aponta um mercado total endereçável de US$ 28,5 trilhões. Entre os planos estão Starship, Starlink e o desenvolvimento de chips de IA em parceria com Tesla e Intel.
Também há menção a centros de processamento orbital de dados e expansão das bases de atuação em órbita, com metas de longo prazo em Lua e Marte. A empresa fusões com a XAI, outra empresa ligada a Musk, conforme anunciado anteriormente.
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