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Suspeitos de lavar dinheiro para MC Ryan no esquema com PCC eram parceiros

Casas de apostas firmaram parcerias com a Blackbox, investigada, e Betano e ZeroUm encerraram vínculos; operação aponta uso de fluxo de caixa suspeito

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  • Casas de apostas regulares tinham contrato com a Blackbox, apontada pela Polícia Federal como parte de infraestrutura do esquema que lavou dinheiro para MC Ryan SP ligado ao PCC, segundo investigação.
  • Blackbox listou parcerias com Betano, Estrelabet, Superbet, Zero Um e Upbet; Betano e ZeroUm encerraram as parcerias, enquanto a Superbet não se manifestou e a Upbet não foi localizada pela reportagem.
  • A PF afirma que a Blackbox pagou ao MC Ryan SP valores significativos antes da prestação de serviços, totalizando pelo menos R$ 1,3 milhão entre o fim de dezembro de 2024 e o início de janeiro de 2025, em contratos que seriam simulados.
  • Em Espírito Santo, a Blackbox patrocinou clubes do futebol local, incluindo Rio Branco, Vitória, Desportiva Ferroviária e Serra; o patrocínio ao Rio Branco poderia chegar a até R$ 4 milhões, e clubes comentaram posições diferentes sobre a situação.
  • A Blackbox, criada em 2021 em Serra, tem Thadeu Silveira como CEO; a investigação aponta o grupo como agregador de casas de apostas e redes de influenciadores para atrair clientes, com a PF indicando indícios de simulação em contratos com o MC Ryan SP.

Casas de apostas regulares fecharam contratos com a Blackbox, empresa capixaba ligada à investigação da Operação Narco Fluxo. A PF aponta que a Blackbox integra rede que captava e movimentava recursos ilícitos para lavagem de dinheiro ligada a MC Ryan SP, suspeito de vínculos com o PCC.

A Blackbox é apresentada como hub de bets, reunindo diversas casas em um aplicativo de comparação de cashback. A empresa também atua com influenciadores e já se posicionou como principal patrocinadora do futebol capixaba no primeiro ano do mercado regulado.

Parceiras e desassociação

Betano e ZeroUm anunciaram encerramento de parcerias com a Blackbox. A Superbet não comentou, e a Upbet não foi localizada pela reportagem. Mesmo após o fim dos vínculos, marcas das casas continuam em publicações da Blackbox.

Segundo a PF, a Blackbox, com sócios registrados, mantinha contratos formais com empresas ligadas a Ryan para ações de publicidade, que teriam ocorrido antes da prestação de serviços ao artista. Os pagamentos somaram pelo menos R$ 1,3 milhão.

A PF descreveu que as transações envolviam repasses para a conta pessoal do MC Ryan em período curto, o que gerou indícios de simulação. A defesa da Blackbox sustenta que contratos eram lícitos e que houve cobrança por cláusula descumprida.

Envolvimento regional e clubes

A Blackbox atuou fortemente no Espírito Santo, patrocinando Rio Branco, Vitória, Serra e Desportiva Ferroviária. O Rio Branco informou não ter conhecimento prévio dos fatos e que avaliou a parceria internamente.

O Vitória informou ter suspendido o patrocínio após notícia da investigação. A Desportiva afirmou que o patrocínio ocorreu em 2025, por três meses, sem participação da empresa na gestão. O Serra também negou envolvimento direto.

Cenário regulatório e desfechos

Em maio de 2024, a Blackbox foi anunciada como patrocinadora do Rio Branco, com contrato próximo de R$ 4 milhões. A operação da PF investiga se houve irregularidades na contratação e no fluxo financeiro ligado ao MC Ryan SP.

A Betano disse ter encerrado a parceria de conteúdo com a Blackbox assim que tomou ciência das acusações. A ZeroUm informou que a parceria foi encerrada após não trazer resultados. A Superbet não se manifestou.

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