- Bolsas da Ásia fecharam em queda; o Nikkei 225 caiu 3,85% (64.024,60 pontos) e o Kospi perdeu 8,2% (7.484,41 pontos).
- Ações de tecnologia recuaram após a Broadcom apresentar perspectiva fraca e um relatório de empregos dos EUA mais forte, levantando a possibilidade de alta de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano.
- O conflito no Oriente Médio impulsionou contratos futuros de petróleo Brent em cerca de 5%, influenciando o humor dos mercados.
- Seul liderou as baixas com recompras acima de oito por cento; Hang Seng caiu 1,22% e o Xangai Composto recuou 1,70%.
- Analistas destacam ajuste de posicionamento e liquidez comoDrivers do movimento, com a China enfrentando correção de curto prazo, mas perspectivas de lucro anual ainda mantidas por alguns profissionais.
As bolsas da Ásia fecharam em queda firme nesta segunda-feira, com o avanço das tensões no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e investidores vendendo ações ligadas à IA após sinais de preço excessivo. A sessão foi marcada pela combinação de fatores setoriais e geopolíticos que pesaram sobre o humor do mercado.
O Nikkei 225, de Tóquio, caiu 3,85% e fechou em 64.024,60 pontos. Em Seul, o Kospi perdeu 8,2%, ficando em 7.484,41 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,22%, aos 24.657,06 pontos, e o Xangai Composto recuou 1,70%, a 3.959,33 pontos.
Além de ajustes no setor de tecnologia, o mercado reagiu a expectativas de aperto monetário. Um abalo adicional surgiu com a divulgação de um relatório de empregos dos EUA acima do esperado, o que elevou a probabilidade de alta adicional da taxa básica pelo Fed neste ano.
O conflito no Oriente Médio contribuiu para o pessimismo, com Israel anunciando ataques a alvos no Irã. O temor de apertos de fornecimento de petróleo impulsionou contratos futuros de Brent em cerca de 5%, ampliando a aversão a ativos de risco.
Entre as maiores perdas, a bolsa de Seul destacou o peso do setor de semicondutores, refletindo uma correção após forte valorização recente. O índice registrou queda superior a 8%, com pior desempenho relativo frente aos demais.
No Japão, o Nikkei recuou fortemente, captando o impacto sobre empresas da cadeia de suprimento de chips. Em Hong Kong, o recuo refletiu menor dinamismo de ações ligadas a tecnologia diante da pressão de venda global.
Mercado chinês passou por ajuste técnico: o Xangai Composto atingiu o nível mais baixo desde 8 de abril, e o Hang Seng operou próximo de mínimas desde o fim de março. Analistas apontam que o recuo pode amenizar com o tempo, diante de fundamentos ainda resilientes para o longo prazo.
Em Xangai, o recuo reverteu ganhos do ano, com o mercado em uma fase de correção de curto prazo. Especialistas avaliam que a liquidez tende a melhorar à medida que as expectativas de juros se consolidam, reduzindo a volatilidade de curto prazo.
Sobre a tecnologia, a China tem foco na cadeia de suprimentos de chips, buscando autossuficiência. Observadores destacam que a recente liquidação é parte de uma correção após fortes ganhos, sem indicar risco sistêmico imediato.
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