Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil vive simultaneamente excesso e falta de energia, aponta ONS

ONS ativa plano emergencial para cortar até 1.000 MW de pequenas usinas, envolvendo distribuidoras e elevando debates sobre critérios e transparência

No Brasil, sobra e falta energia ao mesmo tempo. O ONS está toureando a crise
0:00
Carregando...
0:00
  • ONS acionou um plano emergencial para evitar blecaute, ordenando cortes na geração de pequenas usinas conectadas às redes das distribuidoras.
  • Foram acionadas 12 distribuidoras, com cortes somando 1.000 megawatts entre as 10h e as 14h de domingo, no pico da geração solar.
  • Tiveram cortes concessionárias de grupos como CPFL, Cemig, Copel, Neoenergia, Celesc e Equatorial, principalmente em pequenas hidrelétricas, usinas a biomassa e mini-usinas solares.
  • A medida amplia o regime de cortes já comum para grandes parques (curtailment) e envolve usinas menores, cuja regulação ainda gera controvérsia e insegurança jurídica.
  • O contexto envolve crescimento da geração descentralizada (painéis em telhados e mini-usinas) que já supera 48 gigawatts, plus o desafio de demanda noturna e novos leilões para reforçar a rede.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) acionou um plano emergencial para evitar um blecaute, diante de excesso de geração e queda de demanda no Brasil. O objetivo é manter o equilíbrio entre oferta e consumo minuto a minuto.

A medida envolve cortes na geração de pequenas usinas conectadas às redes das distribuidoras. No fim de semana, o ONS pediu cortes que totalizaram 1.000 megawatts entre as 10h e 14h, horário de pico da geração solar.

Concessionárias de grupos como CPFL, Cemig, Copel, Neoenergia, Celesc e Equatorial executaram os cortes, principalmente de pequenas hidrelétricas, plantas a biomassa e mini-usinas solares de autoprodução.

Medidas adotadas e impactos

A prática de reduzir a produção em grandes parques eólicos e solares já ocorre desde 2023, mas a extensão para usinas menores é inédita e envolve as próprias distribuidoras na operação.

A regulamentação da nova modalidade foi aprovada pela Aneel em novembro, gerando controvérsia sobre perdas de receita e responsabilidade no processo de cortes.

Desafios da regulação e da atuação das distribuidoras

A definição de quem terá geração limitada não traz critérios detalhados, o que suscita dúvidas sobre transparência e possibilidade de favorecimentos entre concorrentes. Pequenas usinas também ficaram sujeitas aos cortes.

A Abradee pediu maior detalhamento dos procedimentos para evitar inseguranças jurídicas. Executivos de energia solar apontam a falta de uma política pública estruturante para acompanhar a expansão da geração descentralizada.

Cenário de energia no Brasil

Especialistas ressaltam que o país tem mais de 48 gigawatts de geração distribuída solar, segunda fonte de energia no país. A expansão desafia a gestão da rede em tempo real pelo ONS.

O setor aponta que o problema não é apenas o crescimento da fonte renovável, mas a necessidade de políticas públicas, inclusive na tributação de sistemas de armazenamento de energia.

Panorama e próximos passos

Paralelamente, o ONS enfrenta risco de falta de capacidade no início da noite, quando a demanda sobe e a geração solar cai. Leilões recentes buscam reforçar a rede com termelétricas e baterias para armazenar excedentes.

O governo aprovou, neste ano, leilões de capacidade e de baterias para reforçar a rede nos próximos anos, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades em horários de pico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais