- O uso da projeção da XP aponta déficit de R$ 6 bilhões em 2026 para os estados, revertendo o surplus de R$ 6,6 bilhões registrado em 2025.
- Despesas estaduais crescem 6,5% acima da inflação até abril, enquanto as receitas avançam 3,3%.
- Investimentos dos estados devem subir cerca de 40% neste ano, impulsionados pela maior disponibilidade de caixa e por medidas como Propag e a PEC dos Precatórios.
- Maranhão lidera crescimento de despesas (21,4%), com alta de 8,9% na arrecadação; Rio Grande do Norte tem 17,7% de despesas e 5,3% de receitas; Mato Grosso, 16,6% de despesas e 4,9% de receitas.
- Minas Gerais e Rio Grande do Norte apresentam fragilidade fiscal; Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul permanecem entre os estados mais endividados.
Os estados brasileiros devem fechar 2026 com déficit fiscal de 6 bilhões de reais, segundo a XP Investimentos. A projeção indica reversão em relação ao superávit de 6,6 bilhões registrado em 2025. O movimento ocorre em ano eleitoral.
O aumento das despesas supera a expansão da receita: até abril, gastos cresceram 6,5% acima da inflação, enquanto as receitas avançaram 3,3%. A XP aponta que investimentos estaduais devem subir cerca de 40% neste ano, pela maior disponibilidade de caixa e medidas como Propag e a PEC dos Precatórios.
Pontos-chave
Maranhão, Rio Grande do Norte e Mato Grosso lideram o crescimento de despesas, com altas de 21,4%, 17,7% e 16,6% respectivamente, ante receitas de 8,9%, 5,3% e 4,9%. A mudança reforça o padrão de anos eleitorais, quando governos aceleram investimentos.
Minas Gerais acumula déficit de caixa de 11 bilhões de reais no início do ano, e o Rio Grande do Norte registra saldo negativo próximo de 3 bilhões. RJ, MG e RS aparecem entre os estados mais endividados, ainda com renegociações com a União em curso.
Impactos e cenário
Para a XP, a expansão de gastos deve estimular políticas fiscais em 2026, mas aumenta a pressão sobre o equilíbrio das contas públicas nos próximos anos. O estudo ressalta fragilidades fiscais em estados com maior rigidez de caixa e endividamento.
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