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Governador do RJ mira recuperar R$ 1,4 bi de aplicações do RioPrevidência

Governo do Rio projeta recuperar 1,4 bilhão de reais dos recursos do Rioprevidência aplicados no Master, enquanto avança ações judiciais e bloqueios de ativos

O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação
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  • O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que o estado busca recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão de recursos do Rioprevidência investidos no Banco Master.
  • O Rio informou ter aplicado mais de R$ 3 bilhões na instituição de Daniel Vorcaro, que foi liquidada no ano passado por irregularidades.
  • Couto participou, em Brasília, de reunião com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, para tratar do tema e de outros assuntos.
  • A Justiça já teve decisões favoráveis ao estado; parte dos recursos está bloqueada como garantia de eventual indenização, e os aportes ao Masterteriam crescido sete vezes em um ano sem aval do Comitê de Investimentos.
  • O governo informou que continua adotando medidas para ressarcir os valores e discutindo alternativas de pagamento da dívida do Rio com a União, que chega a cerca de R$ 231 bilhões.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, disse nesta segunda-feira que o RioPrevidência pode recuperar cerca de 1,4 bilhão de reais dos recursos investidos no Banco Master. O montante total aplicado pelo estado supera 3 bilhões de reais.

Couto participou de uma agenda em Brasília, onde se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Após o encontro, informou que já existem medidas judiciais em andamento para buscar o ressarcimento dos valores ao estado.

Segundo o governo, parte dos recursos está bloqueada como garantia de eventual indenização. O RioPrevidência foi o único cotista de dois fundos ligados ao Master, segundo a PF em representantes apresentados ao STF.

Dívida com a União e cenário fiscal

Durante a reunião, Couto tratou da dívida do estado com a União, que já soma aproximadamente 231 bilhões de reais. O Rio aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal em 2017 e depende de decisões judiciais para reduzir parcelas.

A liminar do STF que reduzia mensalidades já não vale, e, se mantida, as parcelas poderiam subir significativamente. O governo avalia adesão ao programa Propag, que reduziria parcelas para cerca de 119 milhões e geraria economia anual expressiva.

O governador afirmou que o estado analisa apresentar ativos à União para negociar melhores condições de pagamento, incluindo créditos com a Petrobras e possíveis antecipações de pagamento.

Horizonte financeiro e perspectivas

Couto citou a possibilidade de usar créditos para quitar parte da dívida e, assim, adiantar pagamentos, abrindo espaço para serviços públicos. A expectativa é assinar um acordo até o fim do mês com o governo federal, segundo ele.

Além disso, o governo discute alternativas para reduzir juros, ampliar a correção e melhorar a gestão de encargos da dívida, visando manter a capacidade de investimento no estado.

Refit e terreno de Manguinhos

O governador confirmou participação em reunião no Ministério da Justiça para discutir o futuro do terreno da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A ideia é avaliar desapropriação para usar valor da venda na cobertura de débitos da empresa.

A Refit é apontada como uma das maiores devedoras de impostos do estado, com dívidas que superam 13 bilhões de reais. A crise ganhou repercussão em 2025, com a interdição da refinaria pela ANP por indícios de operação sem utilidade econômica.

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