- Ibovespa fechou em 168.668,72 pontos, queda de 0,21%, com volume de R$ 26,60 bilhões, em pregão de cautela diante de crise no Oriente Médio e dados econômicos.
- Dólar comercial encerrou a R$ 5,180, alta de 0,45%; o dólar ganhou força enquanto o ambiente global permanecia volátil.
- Mercado acompanhou a escalada no Oriente Médio, com o Brent próximo de US$ 95 por barril, em meio a ações de Israel e Irã.
- Nos EUA, Wall Street fechou sem direção única, com o Federal Reserve sinalizando inflação menor, mas juros elevados seguem no radar.
- Destaques do dia: maiores altas, WEGE3, RADL3, BRKM5, PRIO3 e CYRE3; maiores quedas, MRVE3, CSAN3, RAIL3, NATU3 e MBRF3.
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, diante da cautela dos investidores com a crise no Oriente Médio e a repercussão de dados econômicos no Brasil e nos EUA. O dólar avançou frente ao real, pressionando o mercado de ações.
Na sessão, o índice acompanhou uma oscilação intensa de notícias sobre o conflito entre Israel e Irã, ainda que tenha havido sinalização de queda de tensões após apelo do presidente americano, Donald Trump. A leitura geral foi de incerteza.
Economistas indicam que o humor dos investidores seguiu dúvidas sobre novas posições no mercado brasileiro, o que impactou a capacidade de a bolsa sustentar movimentos de recuperação ao longo do dia.
Ibovespa e dólar
Ao final, o Ibovespa caiu 0,21%, fechando aos 168.668,72 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,60 bilhões. A sessão mostrou máxima de 169.645,78 pontos e mínima de 168.209,61 pontos.
O dólar comercial fechou em R$ 5,180, alta de 0,45%. O dólar chegou a R$ 5,195 no intraday, com fluxo de proteção em momentos de maior aversão ao risco.
Panorama externo e impactos
O índice DXY, que mede o dólar frente a outras moedas, caiu 0,04%, para 100,03 pontos. O Banco Central divulgou PTAX de fechamento em R$ 5,1689 para compra e R$ 5,1695 para venda.
Bruno Yamashita, da Avenue, aponta que a alta do dólar reflete incertezas globais e a expectativa de juros elevados nos EUA por mais tempo, com dados de inflação e emprego sob monitoramento.
Louzada, da B7, reforça que o dólar costuma ganhar fluxo de proteção em momentos de maior aversão ao risco, ajudando a valorização da moeda frente às emergentes.
Crise no Oriente Médio e petróleo
O tema principal manteve-se a escalada militar entre Israel e Irã. Israel suspendeu novas ações após pedido de Trump, segundo Channel 12, enquanto o Irã retomou operações aéreas.
A Arábia Saudita informou que um míssil do Iêmen tinha destino a um país da região, mas caiu próximo à fronteira. O Brent avançou e chegou perto de US$ 95 por barril.
Macau de dados nos EUA e Brasil
Nos EUA, dados mostraram que a inflação de 1 ano caiu para 3,5% em maio, e o crédito permaneceu estável, alimentando incertezas sobre política monetária. Os índices de Nova York encerraram mistos: Dow Jones -0,16%, S&P 500 +0,30%, Nasdaq +0,86%.
No Brasil, o Boletim Focus indicou revisões para inflação e Selic em 2026 e 2027. XP manteve visão positiva para a renda variável, com projeção de Ibovespa em 205 mil pontos apesar do cenário global adverso.
Destaques do pregão
Entre as maiores altas, WEGE3 subiu 4,03%, RADL3 +2,52%, BRKM5 +2,28%, PRIO3 +2,18%, CYRE3 +1,77%. Cyrela ganhou impulso após anúncio de novo programa de recompra de ações.
Entre as maiores quedas, MRVE3 recuou 4,64%, CSAN3 -3,90%, RAIL3 -3,23%, NATU3 -2,78%, MBRF3 -2,73%. Economistas associam o movimento à pressão setorial ligada ao crescimento e ao crédito.
Commodities e cenário técnico
No mercado de commodities, etanol em SP recuou 0,67% na semana, para R$ 2,2166 por litro, segundo Cepea, com produção de etanol de milho apoiando oferta. Contratos de gás natural na NYMEX caíram 3,03%.
Para o analista, o gráfico indica continuidade da aversão ao risco e demanda por segurança, sem que haja deterioração acentuada dos fundamentos econômicos até o momento.
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