- A JDE Peet’s investirá R$ 20 milhões até 2029 em 11 projetos de agricultura regenerativa no Brasil, com participação de cooperativas, tradings e indústria de insumos.
- A iniciativa ganhou impulso após a aquisição da JDE pela Keurig Dr Pepper, concluída em abril, por cerca de US$ 18 bilhões.
- Em 2025, a JDE faturou 9,9 bilhões de euros.
- Em 2024, a empresa firmou parceria com a Syngenta para a agricultura regenerativa em 30 fazendas na Mogiana, no Cerrado e no Sul de Minas, com casos de aumento de produtividade de até 50% em um ano.
- O plano prioriza rentabilidade por meio de ganhos de produtividade e redução de riscos, mantendo remuneração por meio do programa global Common Grounds em vez de bônus financeiro direto.
A JDE Peet’s anunciou um programa de investimento em agricultura regenerativa no Brasil para valorizar o café de suas marcas Pilão e L’OR. A empresa planeja destinar 20 milhões de reais até 2029 a 11 projetos, envolvendo cooperativas, tradings e insumos. A iniciativa ganhou impulso após a aquisição da JDE pela Keurig Dr Pepper, concluída em abril por 18 bilhões de dólares. A JDE teve fatura de 9,9 bilhões de euros em 2025 e mantém foco em ampliar ações de regeneração no país.
A meta é ampliar a produção sustentável sem depender apenas de bônus financeiros diretos. Bruno Ribeiro, gerente de sustentabilidade, ressalta que o bônus pode oscilar com o mercado, enquanto ganhos de produtividade asseguram rentabilidade aos produtores. O programa global Common Grounds envolve 86 produtores de café ao redor do mundo.
Acordo pela ecologia
Desde 2024, a JDE atua com cooperação da Syngenta para regeneração em 30 fazendas na Mogiana, no Cerrado e no Sul de Minas. Em alguns casos, cafeicultores aumentaram a produtividade em até 50% em um ano, segundo a empresa.
Expansão de dados e soluções digitais
A frente digital da Bayer, citada pela reportagem, já mapeia 31 milhões de hectares no Brasil com a Climate FieldView, projeto que utiliza dados para apoiar decisões no campo. A ferramenta é usada para soja, milho e outras culturas, com potencial de expansão internacional.
Aplicações e impactos no campo
A Agrotools, de São José dos Campos, desenvolve plataforma que mede áreas preservadas e paga por serviços ambientais. O projeto cruza dados de carbono, biodiversidade e uso da terra para criar indicadores remunerados por propriedades rurais.
Crédito e atuação financeira no agro
A Agrolend, fintech de crédito rural, ajustou operações em 2024 para atender grandes indústrias de insumos, elevando o tíquete médio para cerca de 4 milhões de reais. No primeiro trimestre de 2026, registrou lucro líquido de 18,1 milhões de reais, com carteira de crédito de 791,6 milhões de reais em março. A meta da empresa é alcançar 2 bilhões de reais em crédito até o fim do ano.
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