- A Latam Brasil deve reduzir a oferta de voos em cerca de 3% em julho, em relação ao planejamento, por causa do aumento dos custos de combustível; a medida já ocorreu em junho e deve seguir no terceiro trimestre.
- A queda é sobre a expectativa inicial de crescimento de 11% em relação ao ano passado; a empresa ainda ampliará a capacidade, mas em ritmo mais lento.
- O aumento do combustível está ligado à guerra no Irã, que já dura três meses, contribuindo para alta de preços de passagens no mercado brasileiro, entre 20% e 30%; parte das bilhetes já estava vendida antes do conflito.
- A Latam receberá 12 aeronaves Embraer E195-E2 ainda neste ano, com outras 12 previstas para 2027, viabilizando novos destinos e maior frequência em rotas existentes; anúncio de destinos foi adiado.
- Cadier afirmou que as companhias esperam redução gradual dos impactos da guerra nos próximos trimestres e que as decisões de capacidade seguem mais conservadoras.
A Latam Brasil deve reduzir a oferta de voos em cerca de 3% em julho, em relação ao planejamento inicial, devido ao aumento dos custos de combustível. A informação foi confirmada pelo CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, em entrevista à Reuters.
Cadier explicou que a redução acompanha a expectativa de crescimento de 11% em relação ao ano passado, sinalizando que a empresa ainda ampliará a capacidade, mas a um ritmo menor do que o previsto. A medida já havia sido observada em junho e deve seguir no terceiro trimestre.
O elevado custo do combustível está ligado ao conflito no Irã, que já dura três meses, afetando companhias aéreas globalmente e levando a readequações de oferta e de preços. Segundo o CEO, os bilhetes no mercado brasileiro subiram entre 20% e 30%, com parte das passagens de voos já realizados vendidas antes do agravamento do conflito.
Além disso, Cadier afirmou que as companhias esperam uma redução gradual dos impactos da guerra nos próximos trimestres. A Latam Brasil receberá 12 aeronaves Embraer E195-E2 ainda neste ano, com outras 12 previstas para 2027, o que permitirá novas rotas e maior frequência em determinadas rotas existentes.
A divulgação dos destinos atendidos pelas novas aeronaves estava prevista para este mês, mas foi adiada. Segundo o executivo, a decisão não foi motivada exclusivamente pela guerra, e sim por um ambiente mais volátil, levando a uma postura mais conservadora na alocação de capacidade.
Entre na conversa da comunidade