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O peso no preço do Bitcoin e o que pode levar o BTC a subir, segundo a Anchorage

Análise aponta que o ambiente macro e a drenagem de capital por mega IPOs nos EUA pressionam o Bitcoin, mantendo-o próximo de sessenta mil dólares

Imagem da matéria: O que pesa no preço do Bitcoin e o que pode fazer o BTC voltar a subir, segundo a Anchorage
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  • Executivos afirmam que o preço do Bitcoin é influenciado por fatores macro e pela rotação de capital para grandes IPOs nos EUA, como SpaceX, drenando liquidez de vários ativos.
  • A mudança estrutural no mercado cripto, com maior peso de ETFs, mercados tradicionais e derivativos, torna o fluxo de negociação mais complexo, ajudando a explicar a pressão de venda.
  • A queda recente começou com maior força nas exchanges americanas, especialmente a Coinbase, sugerindo componente relevante de flow dos EUA (varejo e ETFs).
  • O patamar em torno de US$ 60 mil funciona como suporte importante; perder os US$ 59 mil–US$ 58 mil pode abrir cenário de capitulação com liquidações aceleradas.
  • Para uma recuperação sustentável, é necessária a visibilidade sobre a drenagem de capital dos mega IPOs e uma stabilização do ambiente macro, com clareza sobre inflação, crescimento e ações do Federal Reserve.

O Bitcoin enfrenta um momento difícil, puxado por fatores macroeconômicos, rotação de capital para grandes IPOs nos EUA e mudanças na estrutura de negociação cripto. Executivos da Anchorage Digital indicam que não há único motivo para a queda.

David Lawant, head de research, afirma que a pressão vem de várias frentes. Segundo ele, mega IPOs nos EUA drenam liquidez de várias classes de ativos, incluindo criptomoedas, com SpaceX entre as operações citadas.

A mudança estrutural do mercado também pesa. O crescimento de ETFs, mercados tradicionais e derivativos tornou a leitura de sinais mais complexa, conforme Lawant, que destaca o aumento de contratos em aberto no mercado de opções.

Pressão externa e fluxo de capitais

A queda recente ganhou força com a atuação de traders nos EUA, especialmente na Coinbase, segundo o pesquisador. Ele aponta que esses movimentos indicam flow americano, com varejo e ETFs influenciando o preço.

Lawant aponta que a narrativa envolvendo a Strategy, de Michael Saylor, teve efeito simbólico, e não foi a principal mola da queda. Ele ressalva que fatores macro continuam dominantes.

Onde o Bitcoin pode se estabilizar

Para o analista, a zona em torno de US$ 60 mil é o patamar-chave. Aproximação desse nível costuma trazer suporte de investidores institucionais, mantendo o ativo dentro da banda entre US$ 60 mil e US$ 80 mil.

Caso haja ruptura abaixo de US$ 59-58 mil, o mercado pode entrar em cenário de capitulação, com liquidações e pressão de venda agravada, segundo Lawant.

O que pode destravar a recuperação

A recuperação depende de duas frentes. Primeiro, visibilidade sobre a drenagem de capital causada pelos mega IPOs e pela agenda de IA. Segundo, estabilização do ambiente macro, com inflação, crescimento e ações regulatórias mais claros.

Lawant mantém a tese de longo prazo do Bitcoin, que exige menos ruído no curto prazo para retornar a uma trajetória de alta sustentável. O ativo pode atuar como indicador de estresse em outros mercados.

Por ora, o Bitcoin precisa defender a faixa emocional de US$ 60 mil e depender de melhora externa para confirmar tendência de alta. O cenário permanece frágil, mas com espaço para reação caso haja fluxo comprador suficiente.

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