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Pizzaria comprada por R$ 90 mil vira rede avaliada em R$ 53 milhões

De pizzaria quase abandonada a rede de pizza napolitana com faturamento de cerca de R$ 53 milhões em 2025, mira 17 unidades até 2027

La Braciera: Sentados da esquerda pra direita Gustavo Brunello e Daniel Lucco. Em pé Marcos Paulo e Gustavo Paim
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  • Em 2021, Daniel Lucco e Gustavo Brunello compraram uma pizzaria quase abandonada em São Paulo por R$ 90 mil e deram origem à La Braciera.
  • A rede, que foca em pizza napolitana, atingiu cerca de R$ 53 milhões de faturamento em 2025 e opera onze unidades, vendendo aproximadamente 45 mil pizzas por mês.
  • O negócio nasceu após a venda da startup Lucco Fit, de alimentação saudável congelada, por R$ 11 milhões em 2019.
  • A La Braciera acumula reconhecimentos internacionais, incluindo a 35ª posição no ranking 50 Top Pizza e dois selos Travellers’ Choice do Tripadvisor.
  • A expansão continua, com unidade em Campinas e planos para cerca de 17 unidades até 2027, além de avaliar aporte de capital externo para acelerar o crescimento.

Em 2021, Daniel Lucco e Gustavo Brunello compraram uma pizzaria quase abandonada em São Paulo por R$ 90 mil. Poucos anos depois, a operação reformulada deu origem à La Braciera, rede de pizza napolitana que fatura cerca de R$ 53 milhões em 2025, com 11 unidades em operação e aproximadamente 45 mil pizzas vendidas por mês.

Antes da pizza, os fundadores já tinham experiência. Lucco e Brunello criaram a Lucco Fit, startup de alimentação saudável congelada, vendida em 2019 por R$ 11 milhões a uma multinacional. A visão era aplicar gestão moderna a um setor tradicional.

A virada da pizzaria

A mudança ocorreu ao comprar um espaço deteriorado, com potencial de marca forte e produto de qualidade. A decisão envolveu coragem de arriscar durante a pandemia, já que o valor pago ficou abaixo do preço da mobília, segundo Lucco.

Logo entraram mais dois sócios, Marcos Paulo e Guilherme Paim, para compor o grupo atual da gestão da rede. A aposta foi reformular o negócio com massa de longa fermentação e alta hidratação, valorizando a pizza napolitana.

Desafios de mercado e reconhecimento

Convencer o consumidor brasileiro foi o maior desafio. A pizza de longa fermentação exibia um formato diferente do tradicional, o que exigiu ajuste de hábitos. A estratégia, no entanto, deu resultado: a La Braciera figurar entre as melhores pizzarias do mundo, segundo rankings internacionais.

A empresa investiu mais de meio milhão de reais em consultorias de produto com chefs reconhecidos, reforçando o foco na qualidade. A gestão passou a contar com uma central de produção no Limão, em São Paulo, facilitando a expansão.

Modelo de crescimento e expansão

A operação utiliza dados, marketing digital e planejamento para abrir novas unidades, além de delivery como eixo de receita. A rede testa demanda com dark kitchens antes de inaugurar lojas físicas e já alcançou 3 milhões de reais de receita em um único mês com delivery.

A visão é crescer de forma estruturada, mantendo a qualidade como prioridade. Hoje a La Braciera opera mais de dez comitês gerenciais para acelerar o desenvolvimento da marca.

Próximos passos e metas

A expansão inclui projetos fora da capital, com unidade em Campinas e estudos para Sorocaba, Santo André, Jundiaí e São José dos Campos. A meta é chegar a 17 unidades até 2027, com faturamento de aproximadamente R$ 63 milhões em 2026.

A empresa avalia a entrada de capital externo para acelerar o crescimento, especialmente em estados onde pretende atuar. Lucco afirmou que um investidor estratégico poderia apoiar a próxima fase do projeto.

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