- A SRB pediu explicações sobre o veto da União Europeia à carne brasileira, defendendo apuração das razões que levaram o Brasil a sair da lista de países autorizados a exportar para o bloco.
- A entidade aponta que o País tinha condições técnicas para atender às exigências europeias e busca identificar falhas para evitar novos entraves ao acesso a mercados internacionais.
- O veto está ligado a um regulamento de 2019, com complementos em 2023, que exige compatibilidade regulatória no uso de antimicrobianos na produção animal; o prazo de adequação é setembro de 2026.
- A SRB destaca a credibilidade do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISPOA) e o papel de mecanismos de autocontrole do setor privado na fiscalização.
- No bojo da pecuária bovina, a entidade cita o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) como instrumento de rastreabilidade já utilizado para mercados que exigem esse controle, defendendo que as adaptações europeias eram viáveis.
A SRB — Sociedade Rural Brasileira — pediu explicações públicas sobre o veto da União Europeia à carne brasileira, anunciado para vigorar a partir de setembro. A entidade sustenta que o Brasil possuía condições técnicas para atender às exigências europeias e defende uma apuração das razões que levaram à restrição, sem apontar culpados.
Segundo a SRB, o episódio deve servir para aperfeiçoar procedimentos e fortalecer a capacidade do Brasil de cumprir regulações cada vez mais rigorosas dos importadores. A organização enfatiza a importância de entender os entraves para evitar novos entraves aos mercados externos.
A nota da SRB destaca o histórico do SISPOA, o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, e os mecanismos de autocontrole do setor privado como fundamentos de transparência e eficiência na fiscalização. A entidade mencionou o Sisbov como elemento de rastreabilidade crucial para mercados exigentes.
Para a SRB, as adaptações técnicas exigidas pela União Europeia eram viáveis, mantendo a produção animal brasileira amplamente tecnificada. O foco, segundo a entidade, deve ser identificar pontos de melhoria e corrigir falhas para manter a competitividade no longo prazo.
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