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Vulcabras/Olympikus: de dívida a valor de 4 bilhões de reais

Da dívida à referência global: Vulcabras fecha 2025 com 4,1 bilhões de reais de faturamento e mira expansão internacional após reestruturação

Pedro Bartelle, CEO da Vulcabras: "Era uma empresa que vinha dando prejuízo e precisava virar, e viramos" (Leandro Fonseca /Exame)
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  • Em 2015, a Vulcabras tinha dívida de cerca de R$ 1,1 bilhão; até 2025, fechou o ano com faturamento de R$ 4,1 bilhões e 23 trimestres de crescimento.
  • A empresa, que atua com as marcas Olympikus e operações da Mizuno e Under Armour no Brasil, emprega cerca de 24 mil pessoas e investiu mais de R$ 1 bilhão nos últimos cinco anos em expansão e modernização.
  • Em 2017, a Vulcabras migrou para o Novo Mercado da B3, fortalecendo governança e participação de investidores; a reestruturação ocorreu entre 2011 e 2014.
  • A virada ocorreu com a linha Corre da Olympikus, criada para impulsionar a corrida de rua, com participação de atletas e especialistas; o projeto ajudou a consolidar a marca no mercado nacional.
  • Atualmente, a empresa investe no varejo e atuação internacional, com abertura de duas lojas monomarca Under Armour, operação piloto da Olympikus na Espanha e planos de expansão no Brasil e no exterior.

A Vulcabras, dona das marcas Olympikus e das operações da Mizuno e Under Armour no Brasil, saiu de uma crise para registrar faturamento de 4,1 bilhões de reais em 2025. O salto ocorreu sob a liderança de Pedro Bartelle, que assumiu em 2015, quando a companhia acumulava dívida e prejuízos. Onze anos depois, a empresa emprega cerca de 24 mil pessoas.

A virada começou com uma reestruturação entre 2011 e 2014, após investimentos que não impediram a entrada maciça de importados asiáticos. O movimento incluiu revisão de processos, corte de despesas e uma nova estratégia de crescimento.

A migração para o Novo Mercado da B3 em 2017 reforçou governança e atraiu investidores. Na prática, a mudança ajudou a consolidar a Vulcabras como uma das maiores empresas esportivas do país.

A aposta decisiva foi fazer a Olympikus vencer uma maratona. A linha Corre, desenvolvida com atletas e especialistas, elevou o prestígio da marca e ganhou espaço no mercado brasileiro, desafiando multinacionais.

O centro de P&D da empresa fica em Parobé, no Rio Grande do Sul, considerado o maior laboratório de calçados esportivos da América Latina. De lá são desenvolvidos produtos para Olympikus, Mizuno e Under Armour.

Apesar da expansão, Bartelle afirma buscar lucro sustentável. A empresa chegou a reajustar preços por conta de custos de insumos derivados do petróleo, mantendo o foco em rentabilidade.

Antes do negócio de calçados, o executivo teve carreira no automobilismo, o que moldou o estilo de gestão. Para ele, resultados precisam ser simulados e perseguidos com planejamento rigoroso.

A sucessão na liderança também é tema estratégico. O CEO enfatiza preservar o legado da empresa familiar ao mesmo tempo em que busca evolução constante e modernização.

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