Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

China já não se preocupa com a Copa do Mundo

China encara a Copa de forma mais moderada diante da diversificação de entretenimento, custos de direitos elevados e novos hábitos de consumo

Quando a seleção da China disputou sua única Copa do Mundo, em 2002, o futebol internacional ocupava um espaço privilegiado no imaginário popular (Gary M. Prior/Getty Images)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Copa do Mundo de 2026 não ocupa o centro da atenção na China, onde a seleção permanece ausente da competição.
  • A China Media Group zoomou as negociações com a Fifa apenas semanas antes do início do torneio, após a FIFA pedir valores altos pelos direitos de transmissão.
  • A Fifa avaliou direitos entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões, valor considerado incompatível com o orçamento da CMG, o que atrasou o acordo.
  • Pesquisas na China mostram que muitos torcedores acham os preços de transmissão elevados e que o público chinês consome cada vez mais entretenimento diversificado, não apenas futebol.
  • Mesmo com a Copa nos Estados Unidos, Canadá e México, a ideia é que o torneio seja mais uma entre várias opções de conteúdo para a segunda maior economia do mundo.

A Copa do Mundo já não ocupa a mesma posição na China. O país passa por mudanças nos hábitos de consumo e na forma de acompanhar o torneio, que não exige mais acompanhar todas as partidas na televisão. A ausência da seleção chinesa em 2026 também influencia esse cenário.

Ao longo dos anos, a relação da China com o futebol divergiu do que era visto nas décadas de 1990 e 2000. Hoje, a competição é apenas uma entre várias opções de entretenimento disponíveis para uma população conectada. A relação antiga com o ritual noturno não se repete com a mesma intensidade.

Mudanças no acordo de transmissão

As negociações entre a FIFA e a China Media Group (CMG) destacam a mudança. Diferentemente de acordos fechados com meses de antecedência, o acordo de 2026 foi anunciado apenas semanas antes do torneio. A FIFA pediu valores entre 250 milhões e 300 milhões de dólares.

Essa faixa de preço excedeu o orçamento da CMG e atrasou o fechamento do contrato, segundo o Beijing Daily. A demora expõe uma prática cada vez mais comum na China: a de situar o evento esportivo dentro de um leque maior de opções de entretenimento.

Demanda por valor e contexto de consumo

Pesquisas locais indicam insatisfação com o custo dos direitos de transmissão. Além disso, muitos torcedores entendem que o torneio precisa do público chinês mais do que o inverso. A ideia reflete uma transformação social mais ampla na China contemporânea.

Em 2002, quando a China disputou sua única Copa, a futebol ainda ocupava espaço central na cultura esportiva. Hoje, o país tem um ecossistema de entretenimento mais amplo, com séries, streaming, jogos e eventos esportivos locais competindo pela atenção.

Mudanças no consumo de futebol

Entre os jovens, a visualização de jogos completos cede espaço aos melhores momentos compartilhados em celular. Um gol ou jogada viral alcança milhões sem acompanhar os 90 minutos. Esse comportamento altera a forma de mensurar o impacto da Copa.

Paralelamente, proliferam iniciativas locais. Campeonatos locais, como a Liga de Jiangsu, mostram que o futebol pode movimentar turismo e economia regional, ampliando o interesse além das ligas europeias.

Cenário atual e projeções

O futebol segue relevante para a audiência chinesa, mas não com o mesmo peso de décadas atrás. O país mantém um mercado de entretenimento diversificado, onde a Copa faz parte de um conjunto de opções digitais e presenciais.

Quando a Copa começar nos Estados Unidos, Canadá e México, em junho, espera-se que a audiência chinesa permaneça ampla, porém menos central. A tendência aponta para uma participação consolidada entre múltiplas plataformas de consumo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais