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Lula reúne Conselhão nesta quarta com pauta de tarifaço

Lula reúne Conselhão para discutir soberania e possível sobretaxa dos EUA sobre produtos brasileiros, com empresários presentes

PF Lula Conselhão
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  • O presidente Lula comanda, nesta quarta-feira, a primeira reunião plenária de 2026 do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), no Palácio Itamaraty, em Brasília, a partir das 10h.
  • O encontro reúne governo, sociedade civil e setor empresarial para avaliar o balanço das ações do colegiado desde sua recriação, em 2023.
  • O tema é “Da soberania nacional ao protagonismo global” e a reunião deve tratar da possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
  • Os EUA avaliam duas medidas: sobretaxa de 25% e adicional de 12,5%, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, citando Pix, decisões envolvendo big techs e acesso ao etanol.
  • Lula deve usar o discurso para reforçar a defesa da soberania nacional diante de eventuais tarifas, conforme o cenário de tensões entre Brasil e Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preside nesta quarta-feira, 10/6, a primeira reunião plenária de 2026 do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão. O encontro, no Palácio Itamaraty, em Brasília, começa às 10h e reúne governo, sociedade civil e setor empresarial. O objetivo é avaliar ações do colegiado desde sua recriação, em 2023, e definir diretrizes até 2035.

Com o tema Da soberania nacional ao protagonismo global, a edição ressalta a defesa de medidas que preservem a soberania do Brasil frente a pressões externas. O encontro também deve abordar impactos de eventuais tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O Metrópoles apurou que o assunto deverá constar no discurso de Lula, que deve reforçar a posição de resistência a novas tarifas e enfatizar a necessidade de vigilância econômica nacional. O tom promete ser firme em relação a eventuais medidas protecionistas.

Comunicações oficiais indicam que o governo avalia duas propostas de taxação norte-americana. A primeira seria de 25% sobre itens brasileiros, com base em alegadas práticas irregulares apontadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Perspectivas de cobrança

  • A segunda proposta prevê 12,5% adicionais, sob a alegação de insuficiência de medidas brasileiras para frear importações de bens manufaturados que usem trabalho forçado. Ambas as propostas tinham base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Na última reunião do Conselhão, em dezembro, o tom era de distensão nas relações com os EUA, após a retirada de tarifas sobre produtos agrícolas. Na ocasião, houve sinal de diálogo direto entre Lula e o então presidente norte-americano, sugerindo novas configurações nas relações bilaterais.

Seis meses depois, as tensões voltaram a ocupar o centro das discussões. Em agosto de 2025, o colegiado tratou da possibilidade de tarifas elevadas, de 40%, e de sanções contra autoridades do STF, com manifestação em defesa da soberania nacional e da atuação da Justiça.

O Conselhão foi criado para assessoramento técnico na formulação de políticas públicas e diretrizes estratégicas. Em 2026, as atenções se voltam para manter o Brasil competitivo sem abrir espaço a medidas protecionistas externas.

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