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Mercado aponta chance de alta da Selic em agosto com juros futuros em alta

Juros futuros sobem e aumentam as chances de alta da Selic em agosto, com inflação e tensões no Oriente Médio puxando a curva de juros

Fachada da sede do Banco Central, em Brasília
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  • Taxas dos DIs de curto prazo subiram nesta terça, aumentando a probabilidade de alta da Selic em agosto.
  • DI para janeiro de 2027 ficou em 14,50% (alta de 0,03 p.p.) e DI para janeiro de 2028 em 14,925% (alta de 0,06 p.p.).
  • DI de janeiro de 2035 manteve 14,71%, a sétima sessão consecutiva de alta da curva.
  • O dólar fechou estável em 5,178 e o Ibovespa subiu 0,67%, em meio à warno no Oriente Médio.
  • Mercado continua a ajustar expectativas de inflação mais alta e Selic elevada após PIB robusto, com probabilidades de manutenção e cortes variando para junho e agosto.

A curva de juros brasileiro manteve trajetória de alta nesta terça-feira, com as taxas dos DIs de curto prazo subindo e reforçando a possibilidade de alta da Selic em agosto. O movimento ocorreu em meio à deterioração das expectativas de inflação e de política monetária.

No fim do dia, o DI para janeiro de 2027 operava em 14,50%, frente a 14,47% da sessão anterior. O DI para janeiro de 2028 marcava 14,93%, subindo 0,06 ponto. Já o DI de janeiro de 2035 ficou em 14,71%, estável frente ao ajuste anterior.

Movimento da curva de juros

As taxas de curto prazo aceleraram a alta ao longo da tarde, após quedas pela manhã. Operadores destacaram que o DI de janeiro de 2027 já precifica apostas de alta da Selic em agosto, ainda que de forma minoritária, em vez de cortes.

Às 13h43, o DI de janeiro de 2027 atingiu 14,525%, máximo intradia, em meio a ganhos dos rendimentos dos Treasuries após falas de Trump. Ao longo da sessão, o mercado manteve a leitura de manutenção da Selic para junho em cerca de 70%.

Influência externa e perspectiva brasileira

No âmbito externo, a piora nas perspectivas de inflação local convive com tensões geopolíticas. Os Treasuries chegaram a subir após as declarações de Trump, mas voltaram a recuar no fim do dia. No Brasil, o dólar fechou estável em R$ 5,178.

O Ibovespa encerrou em alta de 0,67%, aos 169.813 pontos, ainda distante da máxima do dia. A sessão refletiu a cautela com o cenário doméstico e o impacto de notícias internacionais sobre a percepção de risco.

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