- Rioprevidência destinará excedentes do Fundo Administrativo para o pagamento de aposentadorias e pensões, ao final de cada mês, se o saldo superar 150% das despesas dos 12 meses anteriores.
- A medida, aprovada pela diretoria executiva em 2 de junho, deve resultar na destinação de cerca de R$ 100 milhões até o fim deste ano e será analisada pelo Conselho de Administração no final de junho.
- A justificativa é reforçar o pagamento de benefícios e atuar como controle para reduzir despesas futuras.
- Os investimentos do Fundo Administrativo passarão a adotar critérios mais conservadores, com foco em curto prazo e maior liquidez, buscando mais segurança.
- As informações acompanham o contexto do Caso Master, que investiga supostos aportes irregulares de quase R$ 3 bilhões do fundo de previdência estadual em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.
O Rioprevidência informou nesta terça-feira a reversão de recursos excedentes do Fundo Administrativo para o pagamento de benefícios previdenciários dos servidores do estado. A medida impacta o custeio da previdência, buscando reforçar as aposentadorias e pensões.
A autarquia também sinalizou a adoção de critérios mais conservadores nos investimentos, com foco em segurança, curto prazo e maior liquidez. A diretoria aponta que a prioridade é evitar riscos desnecessários com os recursos do custeio.
A propósito, o Rioprevidência é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões do funcionalismo estadual. O anúncio ocorre em meio a destaque recente no Caso Master, relacionado a suposta aplicação irregular de bilhões de reais em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.
Segundo a nova regra, ao fim de cada mês os recursos do Fundo Administrativo que excederem 150% das despesas dos últimos 12 meses serão destinados ao pagamento de benefícios. A expectativa é que cerca de R$ 100 milhões sejam realocados até o fim deste ano.
A decisão foi tomada pela diretoria executiva em reunião no dia 2 e será submetida ao Conselho de Administração, com sessão marcada para o final de junho. O órgão também ressaltou que a revisão visa limitar despesas futuras.
Investimentos mais conservadores
O Rioprevidência informou que os investimentos do Fundo Administrativo passarão a priorizar critérios de curto prazo e maior liquidez. A iniciativa visa aumentar a segurança na aplicação dos recursos.
Diretor-presidente Felipe Derbli afirmou que não faz sentido expor o custeio administrativo a aplicações de longo prazo com maior risco. A meta é manter a solvência no pagamento de benefícios, sem comprometer a gestão financeira.
Caso Master: desdobramentos e aportes
No dia 26 de maio, a Polícia Federal abriu a oitava fase da Operação Compliance Zero para investigar possível envolvimento do ex-governador Cláudio Castro em aplicações consideradas irregulares. O foco inclui cerca de R$ 3 bilhões do fundo de previdência de servidores fluminenses.
Relatórios da PF indicam aportes da Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master, no período de outubro de 2023 a julho de 2024, totalizando R$ 970 milhões. Após isso, de dezembro de 2024 a outubro de 2025, houve novos aportes em fundos estruturados pelo mesmo grupo, num montante de ~R$ 2,01 bilhões.
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