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10% dizem ter sido beneficiados pelo Novo Desenrola; endividamento atinge 69%

69% dos brasileiros estão endividados; apenas 10% afirmam ter sido beneficiados pelo Desenrola 2.0, e a parcela sem dívidas cresce

— Foto: Getty Images
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  • 69% dos brasileiros estão endividados, e apenas 10% afirmam ter sido beneficiados pelo Novo Desenrola 2.0; 88% não foram beneficiados e 2% não souberam responder.
  • A nova versão, relançada no início de maio, prevê renegociação de dívida com descontos e troca por uma dívida mais barata para quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
  • A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho; a margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
  • Entre o endividamento, 23% declararam ter muitas dívidas (queda em relação a maio), 46% poucas dívidas e 30% não têm dívidas.
  • A percepção sobre o Desenrola 2.0 varia por perfil político: 70% dos lulistas veem a iniciativa como boa ideia, 73% da esquerda não lulista, 29% da direita não bolsonarista e 33% dos bolsonaristas.

O levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira, aponta que 69% dos brasileiros estão endividados. Em contraste, apenas 10% afirmam ter sido beneficiados pelo Novo Desenrola 2.0, relançado no início de maio para renegociação de dívidas com descontos.

Segundo o estudo, 88% dos entrevistados disseram não ter sido alcançados pelo programa, enquanto 10% afirmaram ter sido beneficiados. Outros 2% não souberam responder. O objetivo da iniciativa é atender pessoas com renda de até cinco salários mínimos, ou seja, até R$ 8.105.

Entre os fatores de avaliação, o programa recebe maior aprovação entre eleitores de esquerda que apoiam o ex-presidente Lula. Lulistas aprovam em 70% a ideia, contra 33% dos bolsonaristas. Entre eleitorado de direita não bolsonarista, 29% veem a medida como boa ideia, versus 73% entre esquerda não lulista.

O estudo também mostra mudanças no quadro de endividamento. 23% dos entrevistados dizem ter muitas dívidas, queda frente aos 28% de maio. Já quem reporta poucas dívidas somou 46%, estável frente ao mês anterior. A parcela que afirma não ter dívidas passou de 27% para 30%.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%. Os resultados ajudam a entender a percepção sobre o Desenrola 2.0 e o cenário de endividamento no país.

Ao todo, a pesquisa também apresenta perguntas sobre a percepção de dívida em diferentes faixas salariais. Entre quem ganha até 2 salários mínimos, 23% declararam muitas dívidas, 50% poucas e 27% nenhuma. Entre 2 a 5 salários, 22% têm muitas dívidas, 50% poucas, 27% nenhuma. Acima de 5 salários, 26% têm muitas dívidas, 36% poucas e 37% nenhuma.

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