- A ANAC espera que a FAA certifique o Boeing 737 MAX 10 ainda este ano e vai acelerar a validação local.
- O anúncio foi feito pelo presidente da ANAC, Tiago Faierstein, durante evento no Rio de Janeiro.
- A certificação do MAX 10 está atrasada e é fundamental para a Boeing e para a Gol, principal interessada na aeronave para expansão de frota.
- A ANAC e a FAA integram a Equipe de Gerenciamento de Certificação, com participação de reguladores europeus e canadenses.
- Enquanto a Gol aguarda o MAX 10, a LATAM anunciou a primeira aeronave da Embraer, o jato E195-E2, para ampliar conectividade e capacidade de média densidade.
A ANAC, agência reguladora da aviação civil do Brasil, espera que a FAA, dos Estados Unidos, certifique o Boeing 737 MAX 10 ainda neste ano. A intenção é validar rapidamente a decisão localmente, disse o presidente Tiago Faierstein à Reuters. A certificação é vista como crucial para a Boeing e para companhias como a Gol, que planeja expandir a frota com a maior variante do 737.
Faierstein afirmou que o cronograma depende da FAA, mas reforçou a expectativa de que a certificação ocorra ainda este ano. A ANAC pretende acelerar o processo no Brasil, reconhecendo a necessidade de atender aos planos de expansão da Gol com o MAX 10. A empresa brasileira é apontada como principal interessada na aeronave.
Contexto regulatório e impactos para o mercado
A ANAC integra, junto com a FAA, a Equipe de Gerenciamento de Certificação (CMT), que envolve também reguladores europeus e canadenses. O atraso na certificação do MAX 7 e do MAX 10 decorre de problemas no sistema de degelo dos motores.
Enquanto a Gol aguarda a certificação do MAX 10, a LATAM, principal concorrente regional, buscou soluções para enfrentar a crise de demanda por motores e aeronaves. A empresa revelou nesta terça-feira a primeira aeronave produzida pela Embraer, o jato E195-E2, que começará a operar no final do ano. A LATAM vê a decisão como estratégica para ampliar conectividade e fortalecer a rede global de voos.
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