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ASA projeta Selic em 14,25% com fim de cortes em junho

ASA projeta fim dos cortes em junho; Selic fica em 14,25%, com inflação resistente e riscos externos elevando a incerteza econômica

Banco Central (BC) / Foto: Agência Brasil
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  • A ASA projeta Selic em 14,25% no fim do ciclo de cortes, com o sinal de encerramento da redução na reunião de junho.
  • O corte esperado é de 0,25 ponto percentual, encerrando o ciclo em 14,25% (anteriormente, a projeção era 13,25%).
  • Inflação e cenário externo pressionam as projeções: inflação atual acima do esperado e núcleos de serviços resistentes, além de tensões no Oriente Médio elevando riscos.
  • A projeção para a inflação de 2026 subiu para 5,5% (de 5,3%), com o El Niño sendo citado como fator de pressão; 2027 segue em 4,3% com viés ainda altista.
  • A ASA também elevou a expectativa de crescimento do PIB para 2026, de 1,5% para 2,0%, devido a estímulos fiscais e parafiscais que sustentam a demanda.

A ASA revisou suas projeções para a política monetária brasileira e passou a prever uma postura mais conservadora do Banco Central nos próximos meses. O foco é o ciclo de cortes, que deve terminar na reunião de junho com a Selic em 14,25%. O cenário reforça um viés mais cauteloso.

Leonardo Costa, economista da gestora, afirma que o Copom sinalizará o fim dos cortes na próxima reunião. A nova estimativa aponta redução de 0,25 ponto percentual, encerrando o ciclo em 14,25%. Antes, a ASA projetava 13,25% no fim do ciclo.

Inflação atual e cenário externo pressionam as projeções. A ASA aponta resultado acima do esperado para os núcleos de serviços e inflação persistindo a despeito da desaceleração. Tensões no Oriente Médio elevam riscos para commodities e apetite ao risco global.

Projeções de inflação e crescimento

A projeção de inflação para 2026 foi revisada para cima, de 5,3% para 5,5%. A mudança incorpora riscos ligados ao El Niño, com potencial para pressionar alimentos e núcleos de inflação. Em 2027, a estimativa permanece em 4,3%.

A atividade econômica também ganhou viés de alta. O PIB de 2026 passou de 1,5% para 2,0%, refletindo desempenho doméstico mais firme no início do ano. Estímulos fiscais e parafiscais sustentam a demanda em ritmo superior ao previsto.

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