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Brasil na corrida por terras raras esbarra em déficit de servidores no regulador

Corrida por terras raras esbarra em déficit de pessoal na ANM, com apenas quatro funcionários dedicados a minerais críticos, apesar de 3.038 pedidos desde 2023

Diretor da agência afirma não ter estrutura para acompanhar o aumento dos pedidos de exploração e das exigências de fiscalização do setor.
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  • A Agência Nacional de Mineração (ANM) recebeu 3.038 pedidos de exploração de terras raras desde 2023, frente a 745 entre 1975 e 2022.
  • A instituição diz que enfrenta cortes orçamentários que afetam fiscalização, inspeção de estruturas de mineração e licenças para novos projetos.
  • O quadro de profissionais é menor que o necessário, com apenas quatro funcionários dedicados a minerais críticos.
  • A ANM também lida com o volume de solicitações e precisa acompanhar compromissos internacionais, o que está comprometido pelos recursos limitados.
  • O diretor-geral Mauro Sousa afirmou que a agência está “em suporte de vida” diante do atual cenário de falta de pessoal e investimentos.

O Brasil enfrenta dificuldades para avançar na sua estratégia de mineração de terras raras devido a cortes orçamentários e à falta de pessoal na agência reguladora. A Agência Nacional de Mineração, ANM, vem recebendo um volume cada vez maior de pedidos, sem o suporte humano necessário para acompanhar as inspeções e licenças.

Desde 2023, a ANM recebeu 3.038 solicitações de exploração de terras raras, frente a 745 registradas entre 1975 e 2022. A instituição lida com mais de 255.000 pedidos ativos de mineração, além de fiscalizar estruturas e licenciar novos projetos, segundo o diretor-geral Mauro Sousa.

Aumento de demanda ocorre em meio a projeções de crescimento da indústria de minerais críticos ainda fora da China. O governo cortou recursos para a ANM, o que agrava a capacidade de revisar estruturas de resíduos de mineração, um tema relevante após dois grandes desastres em operações da Vale.

A atuação da ANM ficou ainda mais desafiada pela ausência de pessoal qualificado. Sousa afirmou que a força de trabalho dedicada a minerais críticos é de apenas quatro funcionários, número consideravelmente abaixo do necessário.

Essa situação gerou críticas sobre a capacidade institucional de cumprir compromissos internacionais de cooperação e fiscalização. O diretor da agência classificou o cenário como uma contradição estrutural no funcionamento do Estado brasileiro.

Cortes orçamentários e impacto operacional

O impacto é sentido na supervisão de mais de 255.000 pedidos ativos, na inspeção de estruturas de mineração e na avaliação de projetos destinados a terras raras. A ANM opera em Brasília, onde ocorre a conferência do setor organizada pela indústria de mineração Ibram.

Segundo especialistas, a demanda pode superar a capacidade regulatória, elevando o risco de falhas em inspeções, licenciamento e gestão de resíduos de mineração. A agência reforça a necessidade de recursos para guiamento de parcerias internacionais e fiscalização eficaz.

Em resposta a esse cenário, o governo tem buscado parcerias com países parceiros para desenvolver minerais críticos. A ANM, no entanto, permanece com orçamento restrito e quadro reduzido, o que compromete a implementação de planos estratégicos.

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