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Celina aponta CAD como prioridade que envolve mobilidade, não apenas economia

GDF inicia ocupação do CAD-DF; cinco secretarias são transferidas integralmente em noventa dias, gerando economia de até R$ 168 milhões por ano e mobilidade mais eficiente

Durante a entrevista, Celina Leão informou que a mudança deve gerar uma economia de até R$ 168 milhões por ano - (crédito: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília)
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  • O Governo do Distrito Federal iniciou a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal, o CAD-DF, antigo Centrad, em Taguatinga, ocupando 31% do complexo nos próximos 90 dias; a estimativa é economizar até R$ 168 milhões por ano com aluguel.
  • Cinco secretarias serão transferidas integralmente para o CAD-DF; a Casa Civil, a Casa Militar e a Secretaria de Governo funcionarão parcialmente no local.
  • Na fase inicial, cinco blocos serão ocupados, com capacidade para até 1.638 servidores; o investimento previsto é de R$ 1,8 milhão para pintura, impermeabilização e fiações.
  • A governadora Celina Leão destacou ganhos de mobilidade e valorização econômica da região, com melhoria de acesso e expectativa de que Ceilândia e Taguatinga se beneficiem; obras de dois novos viadutos estão em planejamento.
  • O GDF afirma que a transferência reduzirá aluguel de cerca de R$ 14 milhões mensais (aprox. R$ 168 milhões por ano), mantendo a estrutura existente, sem impactos significativos de trânsito na primeira fase.

O Governo do Distrito Federal anunciou a ocupação do CAD-DF, antigo Centrad, em Taguatinga. A decisão prevê a transferência integral de cinco pastas para o complexo nos próximos 90 dias, com a Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo funcionando parcialmente no local. O objetivo é reduzir gastos com aluguel e aumentar a mobilidade institucional.

Celina Leão, governadora, afirmou que a mudança não busca apenas economia, mas também descentralização e fluidez na mobilidade interna. A primeira fase ocupará 31% do complexo, que tem capacidade para 1.638 servidores, com atuação gradual ao longo de três meses. O valor estimado de economia é de até R$ 168 milhões por ano.

Na fase inicial, as pastas escolhidas estavam com vencimentos próximos à renovação de contratos, evitando multas. Serão investidos R$ 1,8 milhão em reparos no CAD-DF, incluindo pintura, impermeabilização e fiações. A cerimônia ocorreu no Palácio do Buriti.

Planejamento da ocupação

A transferência das secretarias acontecerá sem aquisição de novos móveis, aproveitando a estrutura existente. A Secretaria de Obras lidera a primeira leva, seguida por Seduh, Mobilidade, Meio Ambiente e DF Legal, com ganhos estimados entre R$ 3,1 milhões e R$ 5,5 milhões anuais por pasta.

A previsão é que a ocupação total do CAD-DF reduza gastos com aluguel, que hoje chegam a cerca de R$ 14 milhões por mês. A economia será destinada a áreas prioritárias como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura.

Desdobramentos e infraestrutura

A Secretaria de Obras elabora projetos para dois novos viadutos de acesso ao complexo, visando facilitar a circulação e a ocupação plena do CAD-DF. A expectativa é que as obras beneficiem também regiões vizinhas, como Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Águas Claras.

Além disso, o governo planeja explorar uma área comercial integrada ao metrô e avaliar concessões para uso do espaço, com receita destinada à manutenção do complexo. A ocupação parcial já contaria com Habite-se e Relatório de Impacto de Trânsito aprovados.

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