- O CPI dos EUA subiu quatro vírgula dois por cento na comparação anual de maio, o maior nível em três anos, pressionando os índices de ações.
- No mês, o índice cheio aumentou meio por cento; já o núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou apenas zero vícula dois por cento, abaixo do esperado.
- Moradia subiu zero vírgula três por cento em maio, enquanto o custo de transporte por serviços caiu zero vírgula seis por cento; energia segue como principal fator de pressão, com alta de vinte e três vírgula cinco por cento nos doze meses.
- A leitura mais branda do núcleo alimenta a percepção de que o Fed terá espaço limitado para cortar juros nos próximos meses.
- Tensões entre Estados Unidos e Irã ampliaram a aversão a risco, influenciando ações de tecnologia, com quedas de Micron Technology, Advanced Micro Devices e Broadcom.
O CPI dos EUA acelerou 4,2% na comparação anual de maio, o maior nível em três anos. O núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% na base mensal, abaixo das expectativas. O dado repercutiu nos índices de ações, pressionando o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq em pregão nesta quarta-feira.
O núcleo acumulado em 12 meses ficou em 2,9%, conforme estimativas de mercado. A leitura mensal mais branda trouxe algum alívio aos investidores, ainda que o CPI permaneça acima da meta de 2% do Fed. O debate sobre o ritmo de cortes de juros ganhou reforço com o resultado.
Desempenho de bolsas e leitura do núcleo
Por volta das 10h40 (horário de Brasília), Dow Jones caía 0,50%, a 50.616,69 pontos. S&P 500 recuava 0,46%, a 7.352,54. Nasdaq Composite registrava queda de 0,47%, aos 25.557,22 pontos. Dados indicam leitura mais positiva do núcleo para alguns analistas.
Moradia e transporte no radar do Fed
O custo de moradia subiu 0,3% em maio, após alta de 0,6% em abril. Moradia responde por mais de um terço do peso do CPI. O componente, em 12 meses, avança 3,4%. Já os serviços de transporte caíram 0,6% no mês, sinalizando mecanismos de transmissão da inflação mais contidos, segundo analistas.
Energia e geopolítica
A energia segue como principal vetor de pressão, com alta de 23,5% nos 12 meses encerrados em maio. Além das incertezas inflacionárias, as relações entre EUA e Irã se agravaram. Na terça-feira, Trump informou que forças iranianas derrubaram um helicóptero militar americano, elevando as tensões.
Impacto nos juros e mercado
Com o CPI em 4,2% ao ano, o mercado avaliou espaço reduzido para cortes de juros no curto prazo. Ainda assim, parte dos investidores viu o resultado como mais positivo do que negativo, contribuindo para leve queda nos yields de títulos do Tesouro. O dólar operacional sofreu leve recuo.
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